Agentes prendem quadrilha envolvida no assassinato de sargento da PM em São Gonçalo

Agentes do Serviço de Inteligência do 35º BPM (Itaboraí) prenderam, na manhã dessa sexta-feira (07) uma quadrilha, acusada de envolvimento na morte do sargento da polícia militar Leandro dos Santos Tinoco, de 37 anos, no dia 9 do mês passado. A ocorrência foi registrada na Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, e Itaboraí (DHNSG), que investiga a morte da vítima.

O serviço reservado apurava informações sobre o esconderijo do bando, que também tem envolvimento em várias ocorrências de roubos, e acabaram descobrindo o esconderijo na Estrada do Comperj, em Guaxindiba, São Gonçalo. Quatro criminosos foram presos, e com eles a polícia apreendeu um veículo, modelo Celta, além de dois revólveres calibre 38, sendo uma das armas possivelmente usada para assassinar o militar.

De acordo com o delegado Mário Lamblet, responsável pelas investigações sobre o caso, três dos homens estão envolvidos diretamente no assassinato do sargento e responderão pelo crime de latrocínio. Já o quarto é pai de um dos acusados e responderá pelo crime de posse ilegal de arma de fogo por ter guardado o revólver.

“Será realizado o exame de confronto balístico para ver se há a confirmação de compatibilidade entre os projéteis que tiraram a vida do policial e as armas. De acordo com os envolvidos uma das armas foi utilizada no crime cometido contra o sargento e elas têm numeração raspada. Três do grupo responderão pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte) e o quarto é pai de um deles e responderá pelo crime de posse ilegal de arma de fogo por ter guardado a arma, o que é crime”, disse Lamblet.

A motivação do assassinato apresentada pelos suspeitos foi a da vítima ter atrapalhado um assalto. As penas pelos crimes podem chegar a mais de 20 anos.

“A motivação do crime foi a do roubo ao ferro velho. O grupo pretendia assaltar o local e atentaram contra a vida da vítima presente no endereço. A pena pelo posse ilegal de arma de fogo é de 3 a 6 anos e a pelo latrocínio é de 20”, informou o delegado.

Ainda de acordo com a polícia civil, dois dos criminosos confessaram participação na morte do policial e um deles informou atuar em roubos também no Estado do Espírito Santo e na Região dos Lagos do estado do Rio. Um dos criminosos efetuava roubos desde a sua adolescência.

Tinoco foi morto com dois tiros na cabeça em frente a um ferro-velho, situado no bairro do Almerinda, também em São Gonçalo e logo depois policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) conseguiu prender um homem em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi capturado com a arma do sargento que havia sido assassinado.

Também depois do crime o Portal Procurados divulgou cartaz para ajudar a DHNSG e o Grupo de Pronta Resposta da Coordenadoria de Inteligência da PMERJ (GPRI) com informações que pudessem identificar e localizar os envolvidos na morte do sargento. Tinoco trabalhava na DGP (Diretoria Geral de Pessoal) e atendia ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Ele estava de folga quando foi atacado a tiros por ocupantes de um veículo, modelo azul de um Fiat Punto, na Rua Romão Cardoso.

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