AFL quer que português vire língua oficial na ONU

Anderson Carvalho

A Academia Fluminense de Letras, sediada em Niterói, comemora este ano o seu centenário. Por isso, promove uma série de eventos lembrando a ocasião, cujo ápice será em 22 de julho, data em que a entidade foi oficialmente fundada. Além das comemorações, a associação se engaja na campanha para tornar a língua português o sétimo idioma oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). Outro projeto é criar a Federação das Academias de Letras das cidades do Rio de Janeiro. Na última terça-feira houve uma sessão literomusical no Solar do Jambeiro, para celebrar os 100 anos da entidade. Na segunda-feira houve homenagem à instituição na Universidade da Terceira Idade (Univerti).

“A Academia preza pela preservação da memória e da história da cultura fluminense. Patronos como Duque de Caxias, o imperador D. Pedro II, o escritor Euclides da Cunha e o líder republicano Benjamim Constant, ajudaram a fundar a instituição. Esta tem cinquenta membros, como os escritores Sávio Soares de Souza, Márcia Pessanha, Eneida Fortuna e o desembargador Nagib Slaib”, contou o presidente da AFL, o ex-prefeito Waldenir de Bragança, também presidente da Univerti.

Segundo Bragança, nos dias 20, 21 e 22 de junho haverá o 1º Congresso Brasileiro de Academias de Letras e Artes, em Niterói. “Com a participação das 27 academias de letras das capitais brasileiras. No dia 23, o evento será encerrado com apresentação da Orquestra Sinfônica Nacional, da UFF. Na ocasião estaremos fazendo campanha para tornar o Português um dos idiomas oficiais da ONU. No mundo, duzentas e noventa milhões de pessoas falam a língua. Isso vai levantar a autoestima dos povos que falam o idioma. Estamos mais animados, pois o secretário-geral da instituição é o português Antônio Gutierrez”, citou o presidente da AFL.

“Estamos com projeto de criar a Federação das Academias de Letras do Estado do Rio. Já convidamos as de Campos dos Goytacazes, Itaperuna e Petrópolis. Queremos fortalecer a cultura fluminense. Na maioria dos municípios, menos de um por cento do orçamento é destinado ao setor.

Não há investimento. Povo que não valoriza as suas raízes é como a árvore, que sem raízes, com qualquer vento, desaba”, declarou Bragança.

No próximo domingo, às 8h30min, haverá caminhada da Praça Leoni Ramos, em São Domingos, até a sede da AFL, no prédio da Biblioteca Pública Estadual, em frente à Praça da República, no Centro, onde a entidade funciona no segundo andar.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quinze − seis =