Advogado pede pelo afastamento de Flordelis

Mais um pedido pelo afastamento da deputada Flordelis da Câmara foi feito. Na última quinta-feira (27), o advogado Ângelo Máximo, que trabalha à serviço da família de Anderson do Carmo, encaminhou uma petição à presidência da Câmara em que fez o pedido. Máximo atua como assistente de acusação e acredita que a casa tomará as medidas necessárias para o afastamento de Flordelis e assim retirar a imunidade parlamentar possuída por ela permitindo a sua prisão preventiva e evitando que a acusada de mandar matar o próprio marido atrapalhe as investigações sobre o caso.

Na petição também foram incluídas a irmã de Anderson, Michele do Carmo de Souza, de 39 anos, falecida vítima de uma leucemia em outubro do ano passado, e mãe de Anderson, dona Maria Edna do Carmo, de 65 anos, morta devido a um infarto em abril deste ano. Ele acredita que as mortes aconteceram por conta da perda do familiar enfraquecendo os corpos de Michele e dona Maria Edna.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, informou sobre a retomada das atividades da Comissão de Ética da Câmara nesta semana. A comissão havia sido suspensa por conta da pandemia. O deputado Léo Motta (PSL-MG) também entregou à Mesa Diretora uma representação contra a parlamentar na última quarta-feira (26) por quebra de decoro. O pedido será encaminhado ao Conselho de Ética da Casa.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apontou Flordelis como a mandante da morte do próprio marido. O pastor Anderson do Carmo foi morto a tiros na garagem de casa, em Pendotiba, na madrugada de 16 de junho de 2019. Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNISG) também se pronunciou na semana passada sobre o encaminhamento à Câmara dos Deputados de uma cópia do inquérito com o resultado da investigação, para que sejam adotadas as medidas administrativas cabíveis. O procedimento também poderá levar ao afastamento da parlamentar para que ela responda pelo crime na prisão. Se a decisão do Conselho de Ética for pela cassação do mandato da deputada, será preciso também que o plenário aprove a decisão.

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