Advogado consegue adiar depoimento de Eduardo Gordo

Augusto Aguiar

O depoimento do vereador Eduardo Teixeira da Silva, o Eduardo Gordo (PMDB), na 76ª DP (Centro/Niterói), relativo ao caso do recolhimento das edições de dois jornais numa distribuidora situada na Rua Professor Heitor Carrilho, no Centro, há uma semana, foi adiado e sem data para acontecer. O comparecimento do político na distrital para prestar esclarecimentos sobre a ocorrência, marcado para terça-feira (04), não ocorreu. O advogado do vereador de São Gonçalo, Rafael Kullmann, solicitou e obteve autorização para trazer o candidato eleito no pleito de domingo apenas após o mesmo ter acesso aos autos do processo. Na manhã de ontem, o advogado defendeu seu cliente, afirmando que Eduardo não teria relação com o fato.

Imagens agravadas por câmeras de segurança no perímetro da distribuidora de jornais flagraram a ação de pelo menos 30 pessoas chegando ao local. Os suspeitos teriam impedido a circulação dos jornais, que traziam reportagens sobre denúncias que estavam sendo apuradas pelo Ministério Público contra Eduardo Gordo. O MP pediu a cassação do vereador, que foi eleito domingo com 4.372 votos, por “abuso de poder político e econômico”. Desde a semana passada, de acordo com o titular da 76ª DP, delegado Gláucio Paz, quatro pessoas que trabalhavam no galpão de distribuição dos jornais já haviam prestado depoimentos e nos próximos dias outras pessoas estão sendo aguardadas para comparecerem à delegacia.

A cassação do mandato de vereador foi pedida pelo MP com base nas imagens divulgadas pela imprensa e a Justiça ainda quer que o Eduardo fique inelegível por oito anos. O vereador era acusado anteriormente de envolvimento no caso desvio de R$ 35 milhões da Saúde. Nas imagens registradas pelas câmeras, há uma semana, a polícia checa se um dos homens flagrados seria o próprio Eduardo Gordo.

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