Adesão ao Proeis para reforço no policiamento divide opiniões

Augusto Aguiar –

A crescente utilização de policiais militares nas ruas de Niterói, formando um “cinturão” de proteção a mais, aderindo ao Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis) foi muito bem recebida pela população em tempos de guerra contra a escalada da violência. Porém, existe quem não acredita que a presença de policiais nas ruas, inclusive trabalhando em dias de folga, pouco adiantará. Nesse modelo de patrulhamento os policiais percorrem várias vias a pé, na maior parte das vezes em duplas, com objetivo de aumentar a sensação de segurança por meio da presença nas ruas e desempenhando ações preventivas. Em Niterói, o programa deixa em aberto mais de 150 vagas diárias para PMs trabalharem nas folgas. De acordo com informes, atualmente cada militar receberia R$ 150 por oito horas trabalhadas no programa, com perspectiva de aumento para cerca de R$ 180. Os próprios policiais confirmaram que as adesões estão aumentando e que a cidade precisa desse reforço no patrulhamento diário.

“O Proeis não deixa de ser uma tentativa, uma iniciativa para tentar conter os níveis de violência, que andam alarmantes na cidade. Aqui na região do Fonseca notamos sim esse tipo de patrulhamento nas ruas, mas também percebemos que os policiais estão se fixando em um lugar, na Alameda São Boaventura, por exemplo. O certo seria esses policiais fazendo ronda, mostrando presença nas vias, percorrendo elas, realizando abordagens. A gente não sabe com quem está lidando, mas estamos percebendo que nos últimos dias houve poucas ocorrências na região. Está mais tranquilo”, afirmou um transeunte, que preferiu não ser identificado, na Alameda São Boaventura.

O Executivo niteroiense, que tem custeado o programa de trabalho remunerado nas folgas, afirma que metade das vagas diárias tem sido preenchidas. Em janeiro desde ano, a média era de seis PMs por dia, em fevereiro, cinco, nos meses de março, abril e maio, este índice foi de dez e chegou a 21 em junho.

“Se dependesse de mim, voltaria o período de ditadura. Seria mais eficaz. Haveria ordem, respeito e disciplina. O povo brasileiro não está preparado para viver com essa liberdade. Deram razão e direito para pessoas despreparadas e sem educação. Uma das soluções seria acabar com Direitos Humanos para bandidos. A polícia prende e as autoridades soltam”, opinou o comerciante José Carlos, conhecido como Cigano, no bairro São Lourenço, que se mostra descrente com a conjectura política e social a curto prazo.

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