Acusado de fornecer anabolizantes é preso em Niterói

Pedro Conforte –

Uma ação da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) tirou de circulação, ontem, centenas de anabolizantes de Niterói e da Região Metropolitana. Apontado pela Polícia como um dos maiores fornecedores da cidade, André Coutinho Bonazza foi preso em flagrante em uma sala comercial no Centro da cidade, onde comercializava e estocava as substâncias. O maior canal de venda de André era pela internet, por meio das redes sociais, onde fazia contato com compradores e divulgava os produtos.

A Polícia esclareceu que André faz parte de um complexo esquema criminoso de armazenamento e distribuição de anabolizantes e demais medicamentos controlados, sem a devida permissão. Muito dos produtos vendidos vinham de outros países e, muitas vezes, não eram regularizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Durante a prisão de ontem, André estava sozinho na sala. No local, a Polícia Civil encontrou e apreendeu grande quantidade de anabolizantes e remédios controlados, tais como Sibutramina, Durateston, Stanozolol, Oxandrolona, Testoviron, Enantato de testosterona, Propianato de testosterona, Trembolona, Deca Durabolin, Acetato de Trembolona, Metandrostenolona, Lipostabil, hormônios de uso veterinário, demais medicamentos importados sem regulamentação e termogênicos de comercialização proibida.

André foi levado para a Cidade da Polícia junto com o material apreendido. Ele vai responder por crime contra a saúde pública.

Prisão no Rio
Em maio deste ano, agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) prenderam na Ilha do Governador, no Rio, Mike Guilherme Sardinha Porto, suspeito de ser um dos maiores fornecedores de anabolizantes e remédios para emagrecer do Rio.
Na época, ele admitiu realizar a venda de medicamentos destinados a fisiculturismo e emagrecimento. Como soldado da aeronáutica, até a metade de 2016 ele teria participado de competições de fisiculturismo e que fazia uso pessoal dos remédios.
Desempregado, ele teria passado a vender suplementos alimentares como forma de sobrevivência depois de comprar pela internet e acabou ele próprio criando um outro portal. Ele chegou a ganhar R$ 7 mil com a venda.

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