Acusada de racismo contra menina de dois anos deve ser ouvida nos próximos dias

Acusada de ter feito ofensas de cunho racista a uma criança de dois anos, Érica Gomes de Andrade deve prestar depoimento á Polícia Civil nos próximos dias. A informação foi confirmada pelo delegado Alan Duarte, titular da 72ª DP (São Gonçalo), responsável pela investigação do caso. O crime teria acontecido no último dia 5 de agosto.

Segundo Duarte, a mulher, que se identifica nas redes sociais como pedagoga, foi qualificada no inquérito policial como autora. Contudo, a acusada ainda precisa ser ouvida, para expor sua versão dos fatos, antes de um eventual indiciamento. Ainda não há uma data específica para que esse depoimento ocorra.

“A autora será ouvida em breve. Ela foi qualificada como autora. mas precisa ser ouvida acerca dos fatos”, explicou o delegado. A reportagem, à época da divulgação do caso, entrou em contato telefônico com Érica. Ela disse que não se pronunciaria. “Só vou falar com meu advogado. Só vou falar perante a Justiça”, limitou-se a dizer.

Ofensas foram feitas através das redes sociais – Foto: Reprodução

Recordando

A pequena Rafaelly, de dois anos, é filha da psicóloga Roberta Massot, de 36. A mãe, animada com o crescimento da filha, tem feito, em suas redes sociais, uma série de publicações, mostrando o aprendizado diário da menina. Quem também costuma aparecer nas publicações é Gabrielly, de 9 anos, irmã mais velha de Rafaelly. Mãe e filhas esbanjam fofura e bom humor, contagiando quem visualiza as fotos e vídeos.

Acostumada a receber apenas comentários positivos, Roberta se assustou quando, na manhã do dia 5 de agosto, abriu a caixa de mensagens de seu celular e, um comentário dizia as seguintes palavras: “Ela tem uma raiz de cabelo um pouco dura, né”. Segundo a mãe, a autora é Érica Gomes de Andrade, de quem é conhecida há aproximadamente dez anos. Elas se conectaram nas redes sociais após frequentarem uma igreja em comum.

Perplexa com o episódio, dois dias após receber a mensagem, Roberta decidiu registrar o caso na 72ª DP (São Gonçalo). A mãe das duas meninas afirmou que, embora num primeiro momento tenha ficado incrédula, aos poucos uma revolta tomou conta de si. Ela lembra que a bandeira antirracista é algo que ela traz consigo no seu dia a dia. “É uma das coisas que luto muito, que eu falo muito, sobre o movimento antirracista. Levanto muito essa bandeira em prol das minhas filhas. Então ela tocou na minha ferida”, afirmou Roberta

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