Ações de combate ao Aedes aegypti movimentam cidades da região

Geovanne Mendes –

Com a chegada do verão, além das altas temperaturas, uma outra preocupação ronda a cabeça dos moradores do estado do Rio de Janeiro: o aumento populacional, devido às condições climáticas, do Aedes aegypti. Por isso, a Secretaria de Saúde do estado iniciou uma campanha de mobilização das 92 cidades do estado para que intensifiquem ações na prevenção de doenças como dengue, zika e a chikungunya ainda antes da chegada da estação mais quente do ano. Apenas este ano, até o dia 10 de outubro, foram notificados 9.280 casos de dengue no Estado do Rio de Janeiro. Em todo o ano de 2016 foram notificados 85.283 casos suspeitos da doença no Rio. As notificações foram compiladas a partir dos dados inseridos no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (Sinan) pelos municípios de todo o estado.

“O mosquito tem um ciclo semanal. Então não custa tirar dez minutinhos, uma vez por semana, para procurar e neutralizar os focos dentro de casa. Cerca de 90% dos locais propícios para a reprodução do Aedes aegypti estão em imóveis residenciais. A prevenção ainda é a forma mais eficiente de se combater o vetor”, disse o subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe.

Campanhas na Região
Em Niterói, a Fundação Municipal de Saúde realiza um trabalho intenso de rotina de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Agentes do Departamento de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses (Devic) vistoriam diariamente imóveis em todas as regiões do município, combatendo possíveis focos do mosquito e orientando a população. Profissionais do Programa Médico de Família também atuam em parceria com o Devic na prevenção e combate aos focos do mosquito, nas suas áreas de cobertura. Niterói também possui Comitês Regionais de Combate à Dengue, organizados pelas Policlínicas Regionais, com ações elaboradas de acordo com as características de cada comunidade. Além disso, durante os sábados são realizados mutirões em diferentes bairros do município, de acordo com a necessidade de cada região.

“Os agentes identificam possíveis criadouros, aplicam larvicidas quando necessário, orientam a população no combate ao mosquito. Também estão sendo realizadas ações educativas e distribuição de material explicativo”, informou a Fundação Municipal de Saúde.

Em São Gonçalo, a Secretaria municipal de Saúde está realizando diversas ações na cidade desde a última segunda-feira, como parte das ações da Semana Nacional de Mobilização para o combate ao mosquito. Na quarta-feira, a equipe da Vigilância Ambiental realizou panfletagem com orientações sobre as doenças causadas pelo mosquito no bairro Coelho. Na quinta-feira, a ação foi realizada no Ciep Patrícia Galvão Rehder Pagu, em Santa Izabel. As atividades se encerram na sexta-feira, em unidades básicas de saúde do Arsenal e Santa Izabel.

“O importante é eliminar os criadouros do mosquito para que ele não circule. A fêmea do Aedes, que é quem transmite a doença quando está infectada, vive cerca de 45 dias e pode colocar durante a vida, em média, 400 ovos que são capazes de resistir por mais de um ano mesmo longe da água, eclodindo assim que tiverem contato com a água”, explica o secretário de Saúde, Dimas Gadelha.
De janeiro a outubro deste ano foram diagnosticados 766 casos de chikungunya, 1.020 casos de zika e 2.258 casos de dengue. A iniciativa ocorre justamente no momento e em que o volume de chuvas no sul e no sudeste começa a ficar mais intenso. Com a chegada do verão, multiplicam-se os casos de doenças provocadas pelo Aedes aegypti.

“Apesar da queda, dos 92 bairros visitados, seis deles ainda apresentam alto risco de infestação do mosquito: Jardim Tiradentes, Palmeiras, Mutuapira, Gebara, Recanto das Acácias e Cruzeiro do Sul. A partir da próxima semana, as ações serão intensificadas nos bairros para que focos do mosquito sejam eliminados. A iniciativa ocorre justamente no momento em que o volume de chuvas no sul e no sudeste começa a ficar mais intenso. Com a chegada do verão, multiplicam-se os casos de doenças provocadas pelo Aedes aegypti”, informou a secretaria de Saúde.
O município de Maricá não respondeu às demandas até o fechamento desta edição.

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