Acesso direto da Ponte à Linha Vermelha fica pronto até o final do ano

Raquel Morais –

Prometido para junho ou julho desse ano, o cronograma das obras da construção do viaduto de acesso da Ponte Rio Niterói para a Linha Vermelha, no Caju, foi alterado. A nova data para entrega da alça será até o final desse ano, e a segunda parte do projeto, a construção da alça Portuária, que será exclusiva para veículos pesados, começará a ser erguida e será entregue em 2020. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, esteve no canteiro de obras ontem, no trecho do Arsenal de Guerra do Rio, junto com o diretor-superintendente da concessionária Ecoponte, Julio Amorim, para uma vistoria das obras.

O atraso seria uma reformulação do projeto inicial para evitar a remoção de centenas de túmulos do Cemitério do Caju e residências no entorno. Os ajustes foram realizados pela concessionária Ecoponte e autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

“É uma satisfação e estamos empenhados em entregar a obra de ampliação, desde inauguração da ponte. A concessionária está empenhada em promover o desenvolvimento e a mobilidade”, contou Julio Amorim.

Os investimentos para a construção da alça da Linha Vermelha e da Avenida Portuária são de cerca de R$ 500 milhões e a linha expressa promete melhorar o trânsito na região, já que os veículos vão passar direto pela alça para acessar a Linha Vermelha. De acordo com a concessionária, uma média de 15 mil veículos acessam a Linha Vermelha pela Avenida Brasil, o que corresponde a 20% do fluxo. A alça será na altura da Reta do Cais e seguirá em conexão à Linha Vermelha na altura do Parque Alegria.

“A obra é um colosso e é de dar orgulho na gente. Ano que vem será a alça que irá para a Avenida Brasil, mas essa (da Linha Vermelha) termina nesse ano. Essa obra vai aliviar muito o trânsito e hoje todo mundo sabe a confusão no trânsito e vai melhorar para a ponte, para a concessionária e para a população. Licenciamento ambiental, cálculo estrutural, projeto de arquitetura feito com segurança dentro da norma e da lei, com cumprimento dos prazos. Toda obra pública deveria ser assim, escolas, hospitais, prédios administrativos, ruas, pontes, por exemplo, com esse cronograma de manutenção. As pessoas fazem as obras e não deixam recursos para a manutenção e quando faz já está numa situação crítica”, afirmou Crivella.

O gerente de engenharia Fábio Stocco explicou que as duas obras já têm cronograma de manutenção pronto até 2045.

“Todo o programa da concessão, além da construção, já são equacionados os programas de inspeção, manutenção das voltas de serviço e todos os procedimentos dos planejamentos”, frisou.

A obra está em ritmo avançado e parte das bases de sustentação já foram construídas, ferragens estão sendo utilizadas para a concretagem do chão. Muitas ferragens também estão sendo amarradas para a construção do guarda-corpo nas duas laterais da via. Parte do concreto já aplicado está tapado com uma manta para proteção e operários trabalham na montagem de mais ferragens.

PROJETO
O viaduto terá 2,5 km de extensão em trecho elevado e duas faixas de rolamento. De acordo com a concessionária, inicialmente o traçado da alça passava pelo Cemitério do Caju, previa a remoção de diversos túmulos e desapropriação de 300 imóveis. A concessionária realizou novos estudos, promoveu ajustes e desenvolveu novo traçado, autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que provocará impacto social mínimo, pois reduzirá substancialmente o número de desapropriações de imóveis particulares e não passará mais pelo cemitério.

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