Ação Popular pede redução da tarifa do catamarã de Charitas

Wellington Serrano –

O advogado tributarista e presidente da Comissão de Petróleo, Gás e Energia da OAB de Niterói, Luis Meato, protocolou na 10ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro uma Ação Popular contra a CCR Barcas e o Estado pedindo a diminuição da tarifa do catamarã de Charitas, o regulamento da funcionalidade da estação, bem como da previsão da Transoceânica na nova licitação do transporte aquaviário na Baía da Guanabara.

Para o advogado, a ação faz parte de um sentimento popular que nasceu diante da inauguração do túnel da Transoceânica e a negativa por parte das Barcas e do Estado de diminuir a tarifa do catamarã da Zona Sul. “Fui à capital, porque é só por lá que despacha essa ação popular, e pedi o deferimento de uma liminar, requisitando a diminuição gradual da tarifa de Charitas, além de outros pedidos”, ressaltou Meato.
O deputado estadual Flávio Serafini (PSol), presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aquaviário da Alerj, afirmou que o novo modelo de transporte aquaviário deve levar em consideração essa mudança fundamental em Charitas para a mobilidade da região.

“Claro que queremos o aumento da oferta de transporte, mas respeitando a questão ambiental. Terá que ser feito um estudo para identificar o melhor tipo de embarcação, o que tenha o menor impacto ambiental. O que a mudança insere é a necessidade de haver linha social onde tem a linha seletiva”, explicou.

O vereador Carlos Jordy (PSC) disse que a ação popular é importante para todo o sistema e, sobretudo, para a qualidade de vida dos cidadãos. “Esperamos que seja acolhido o pedido da Ação Popular e que não seja mais um instrumento inócuo gerando apenas pirotecnia”, enfatizou Jordy.

Segundo ele, a implantação da tarifa social é fundamental para que a obra da Transoceânica (leia-se túnel) surta os efeitos projetados. “Sem barca acessível à maioria da população na estação de Charitas força a população residente na Região Oceânica e adjacências a fazer baldeação e pagar nova passagem para o Centro da cidade, a atravessar o ponto de tráfego mais crítico da cidade”, falou.

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