Academia Fluminense de Letras torna Monsenhor Elídio imortal

Anderson Carvalho

A Academia Fluminense de Letras, fundada em 1917, tem um novo “imortal”: o Monsenhor Elídio Robaina, de 84 anos, capelão da Capela São Lucas, em Icaraí. A entidade, presidida pelo ex-prefeito de Niterói Waldenir de Bragança, homenageou na noite de quinta-feira (15) o sacerdote, tornando-o membro da Academia, concedendo-lhe a cadeira de nº 21, cujo patrono é o bispo Francisco de Lemos. O evento ocorreu no salão nobre da instituição, localizada na Biblioteca Estadual de Niterói, no Centro. Entre os presentes, o arcebispo de Niterói, Don José Francisco Rezende Dias; o arcebispo emérito, Dom Alano Maria Pena; o vereador José Vicente Filho; o presidente da Neltur, José Haddad; o diretor-presidente de A TRIBUNA, Jourdan Amora; a esposa e diretora do jornal, Eva Amora; entre outros.

“Foi Deus que me colocou aqui. Me confiou para exercer a função apostólica junto da Academia, um instrumento excelente para anunciar a palavra. Os acadêmicos são pessoas qualificadas e cheias de fé. Me sinto exaltado com coisas que não mereço. Estou aqui para servir”, declarou o religioso, indicado a AFL por Waldenir. O nome dele foi aprovado por unanimidade.

“É o reconhecimento de todo o trabalho que ele já fez. Um homem de Deus. Sempre teve atenção e cuidado com os pobres. Homem da cultura. Para a Igreja, é uma honra ter um membro com esta honraria. Através dele, a Igreja é homenageada”, afirmou Dom José. “Nós estamos muito felizes com esta honraria”, acrescentou Dom Alano.
Para Waldenir, Monsenhor Elídio é escritor, memorialista e traz fé, esperança e caridade. “Exemplo de dedicação e amante das letras e das artes”, elogiou.

Monsenhor Elídio foi ordenado em 1964 pelo então arcebispo de Niterói, Dom Antônio de Almeida Moraes Júnior, na Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora – Salesianos. Tornou-se vigário-chefe da Arquidiocese de Niterói em 1978. Batizado como Isidro, devido a um erro do cartório foi registrado um mês depois como Elídio. Nasceu em 15 de maio de 1932, na Fazenda Bela Aurora, na época, em Campos e hoje pertencente ao município de Bom Jesus de Itabapoana. Após ser ordenado, foi vice-reitor do Seminário São José e como capelão da Ilha da Conceição, construiu a primeira de nove igrejas feitas por ele, a Nossa Senhora da Conceição. Foi professor de Português, Grego, Francês, Latim e Música no local. Passou pelas paróquias de São João Batista, de Tenente Jardim; Nossa Senhora das Dores, no Ingá; São Lourença e São Domingos de Gusmão. É professor de Português e de Moral e Cívica.

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