Abrigo Cristo Redentor teve apenas um idoso vítima fatal de Covid-19

A dívida do Governo do Estado com o Abrigo Cristo Redentor, no bairro Estrela do Norte, em São Gonçalo, não para de crescer e já ultrapassa R$ 1,5 milhão. E mesmo com as dificuldades financeiras, a instituição que cuida de 127 idosos, tem motivos para comemorar já que apenas um deles morreu vítima de Covid-19. Outros 20 idosos foram recuperados dos sintomas após um período de isolamento, já que os testes deram falso positivo para o coronavírus, e o abrigo permanece fechado para preservar a saúde dos internos.

O superintendente do Abrigo, Ademir Nunes Correia, contou que apenas um idoso morreu vítima da Covid-19 e outros três óbitos foram suspeitos da doença. Ao todo 20 idosos tiveram o diagnóstico de falso positivo e foram isolados em uma área da instituição e permaneceram juntos até voltar ao convívio normal com os outros idosos.

“Estamos tomando cuidado com a higienização para minimizar os casos. Tivemos uma queda de doações em torno de 70% no início da pandemia mas agora estamos voltando a receber doações. Precisamos principalmente de fraldas geriátricas, proteínas e leite”, contou.

Os equipamentos de proteção, como luvas, aventais e máscaras, eles ainda possuem em quantidade significativa.

“Recebemos muitas doações e estamos com os estoques bons. Mas precisamos desses alimentos que geralmente são mais caros”, completou Ademir.

O presidente Helter Jerônymo Luiz Barcellos explicou que a instituição está fechada desde o início da pandemia e que a saúde dos idosos e dos funcionários é o fator mais importante de ser preservado nesse momento.

“Estamos rotineiramente fazendo testes para diagnóstico da Covid-19 e estamos fazendo toda a higienização necessária para garantir a integridade dos nossos idosos e parceiros de trabalho. Essa doença tem capacidade extraordinária de contágio e até temos um médico que está internado com complicações do coronavírus. Temos que redobrar a atenção”, frisou.

O Abrigo cuida de 127 idosos, sendo que 36 são de responsabilidade da Fundação, outros 65 são custeados pela Prefeitura de São Gonçalo e 26 são particulares. Segundo dados do abrigo, falta receber do Estado os pagamentos de todo ano de 2017 (R$ 644.442,98), todo o ano de 2018 (R$ 546.463,13), todo 2019 (R$ 478.992,83) e de janeiro a julho de 2020 que os valores não foram divulgados até o fechamento dessa edição. A casa está desde 2017 sem receber os proventos do Governo do Estado, mas mesmo assim a instituição continua com responsabilidade dessas pessoas por conta de um contrato tácito.

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social, que responde pela Fundação Leão XIII, foi questionada sobre o assunto mas até o fechamento dessa edição não se manifestou.

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