A importância de manter a amamentação no período da pandemia

Muitas são as dúvidas em relação ao processo de contaminação pelo coronavírus. O contágio é apenas por contato? Por gotícula salivar? Pega no ar? Pega pelo sangue? E uma classe que está passando por muitos questionamentos são as gestantes e as puérperas (que estão no momento pós parto), que têm dúvidas sobre contágio no feto e até mesmo se podem ou não amamentar.

Nesse período da pandemia do coronavírus a enfermeira do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), Bertilla Riker, explicou que a amamentação não pode ser descontinuada.

“As mães que tiveram bebes e que estão com a Covid-19 podem e devem amamentar e não passa para o neném. Tem que usar a máscara durante a amamentação do neném, pois no próprio leite vai ter proteção. O leite não tem resíduo de gotícula salivar e nem resquícios respiratórios. Mas se a pessoa quiser ficar mais segura pode passar para o copinho ou recipiente”, frisou.

A médica ginecologista e obstetra, Ana Sodré, também opinou sobre o assunto.

“Nenhuma lactante enferma de natureza nenhuma deve doar leite mas a amamentação para o próprio bebê tem que ser continuada. Entre não amamentar e amamentar, mesmo com coronavírus, o risco é menor que o benefício. Amamentar é melhor”, ponderou.

No Portal Drauzio Varella o médico frisa que grávidas, bebês e crianças podem transmitir o vírus para outras pessoas, independentemente da forma que são afetadas pela doença. Por isso, o mais importante para conter a pandemia continua sendo o isolamento, além da higienização constante de mãos e objetos.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) apontou que até o momento, não há dados que sugiram que a infecção seja causa de aborto, de malformação fetal ou de outras complicações obstétricas. Os poucos casos descritos de infecção do recém-nascido sugerem que a infecção ocorreu após o nascimento, sendo necessária a implementação de medidas que diminuam a transmissão. Puérperas com infecção pelo SARS-coV-2 (suspeita ou confirmada) devem ser mantidas em quarto de isolamento individual. Se a mãe estiver com quadro clínico estável e o recém-nascido for assintomático, o mesmo poderá ficar junto com a mãe em alojamento conjunto desde que haja possibilidade de manter a distância mínima de 2 metros entre o leito da mãe e o berço 

A assistente social Ana Lúcia Duarte, 37 anos, está grávida de 18 semanas e afirma estar com os cuidados redobrados nesse período de pandemia.

“Assim que esse assunto começou eu pesquisei muito e fiquei apavorada. Tive uma consulta com minha ginecologista e ela me explicou que ainda não tinham relatos de contaminação da mãe com o feto. Mas eu não relaxei por completo e tomo muitos cuidados. Mas uma medida que eu fiz pelo meu psicológico foi parar de ficar procurando saber muito sobre a doença. Eu estou vivendo um dia de cada vez e fazendo a minha parte”, finalizou.

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