‘A gente vai fazer uma nova cultura em São Gonçalo’, diz novo secretário

Vítor d’Avila

O novo secretário de Cultura e Turismo de São Gonçalo, vereador Lucas Muniz (PP) falou pela primeira vez como titular da pasta, em entrevista ao jornal A TRIBUNA. Ele contou que o próprio prefeito, Capitão Nelson (Avante), o convidou a assumir o cargo.

“O próprio Capitão tinha feito esse convite, se eu aceitaria esse desafio. A cultura está paralisada há anos e falei que aceitaria. Minha vida é feita de desafios. Vamos colocar a cultura no lugar onde ela merece em São Gonçalo”, disse.

Sobre o decreto publicado na sexta-feira (1º), incorporando inicialmente a pasta à Secretaria de Esporte e Lazer, Muniz afirmou que o que ocorreu foi um erro. Segundo ele, o plano para assumir a secretaria vinha sendo traçado desde a eleição de Nelson.

“O que aconteceu foi um erro. Já tinha essa conversa comigo logo depois da vitória dele no segundo turno. Ele estava montando o secretariado, me achou um bom nome e fez esse convite”, explicou.

Em relação a projetos, o novo secretário afirma que deseja aumentar para oito o número de lonas culturais. Ele também pontua a necessidade de se fazer um levantamento sobre a atual situação da secretaria.

“Primeiramente tenho que chegar lá, levantar aquilo tudo, ver como está. Depois, existem alguns projetos como aumentar para oito o número de lonas culturais, conseguir inaugurar o Teatro [Municipal Gonçalense], organizar a Feira Nordestina, fora outros trabalhos”, destacou.

Em um recado para a população e a classe artística do Município, Muniz prega que terá “cultura para todos”. “Eu quero dizer que vamos governar para todos. Todos vão ter espaço, voz e a gente vai fazer uma nova cultura em São Gonçalo. Cultura para todos”, concluiu.

Ao assumir a secretaria, Muniz irá se licenciar do seu mandato como vereador. Quem assume em seu lugar é Evangelista Ubirajara Santos (PP).

Polêmica em Projeto de Lei

Em junho do ano passado, o secretário, na época vereador, propôs um Projeto de Lei polêmico, que previa extinção das secretarias de Cultura e Esporte e Lazer, por conta da pandemia do novo coronavírus. Muniz afirma que a ideia não era extinguir, mas sim suspender as secretarias enquanto os trabalhos de suas respectivas áreas estivessem paralisados. Em seguida, ele retirou a proposta.

“Na época que fiz esse projeto, que não foi em votação, a gente estava vivendo uma pandemia. Todos os equipamentos estavam fechados e algumas pessoas estavam usando como cabide de emprego. A pessoa recebia dinheiro público e não trabalhava. Não foi extinguir, foi paralisar os trabalhos da cultura e esporte enquanto não tinha atividade. Todos sabemos que ali era cabo eleitoral dos secretários. A palavra extinto foi erro de redação”, explicou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

17 − 4 =