A cada 12 minutos uma pessoa morre em acidente de trânsito

Raquel Morais –

Faixa de pedestre bem pintada. Placas instaladas nos locais corretos. Ciclofaixa bem sinalizada. Esses são alguns exemplos de sinalizações horizontais e verticais que ajudam motoristas, pedestres e ciclistas a respeitarem as leis de trânsito. Todas as medidas permitem uma melhor fluidez nas ruas, com redução dos índices de acidentes, proposta principal do Maio Amarelo.

A Prefeitura de Niterói informou que por determinação do Código de Trânsito Brasileiro o dinheiro arrecadado com infrações tem que ser revertido para a segurança e educação de motoristas, pedestres e ciclistas. O montante arrecadado com as multas é revertido para a manutenção das sinalizações vertical, horizontal e luminosa, operação de tráfego, fiscalização e orientação. Além disso, a Niterói Transporte e Trânsito (NitTrans) realiza sistematicamente campanhas de educação no trânsito.

A engenheira Vanessa Costa, de 28 anos, reconhece que uma boa sinalização de trânsito facilita todas as partes envolvidas em um percurso. “Assim o pedestre sabe onde atravessa, o ciclista sabe onde deve e pode pedalar e o motorista sabe que tem que respeitar tudo isso. Eu tenho uma filha pequena e sou cismada com a faixa de pedestres e ciclofaixas. Tenho medo de ser atropelada e sempre ensino para ela que tem que atravessar na faixa. Isso é muito cultural e por isso ensino para ela desde novinha”, comentou a mãe da pequena Maria, de 4 anos.

Segundo informações do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), os pedestres representam 44% das mortes geradas por acidentes de trânsito em todo estado. A cada 12 minutos uma pessoa perde a vida em colisões ou atropelamentos nas vias do país. No estado do Rio, só em 2016, 36.726 pessoas foram vítimas (entre feridos e mortos) nas estradas e ruas, de acordo com os dados do Detran e do Instituto de Segurança Pública (ISP). No Brasil, a taxa é de 23,4 mortes no trânsito para cada 100 mil habitantes, segundo estimativas divulgadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no ano passado.

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