NITERÓI AGIU CONTRA O VÍRUS BEM ANTES DA PRIMEIRA MORTE

NITERÓI AGIU CONTRA O VÍRUS BEM ANTES DA PRIMEIRA MORTE

Numa situação geográfica que favorece a circulação diária de pessoas, originárias da capital, Baixada, São Gonçalo e do interior do Estado, em quantidade muito acima do número de residentes, e com atraente qualidade dos serviços hospitalares públicos e privados, Niterói avançou muito na vacinação, mas aparece com dados preocupantes na listagem do número de casos e de óbitos.

Foi na ex-capital fluminense e em Miguel Pereira onde se registraram as primeiras duas mortes causadas pela Covid, fatos ocorridos no mesmo dia oito de março de 2020. Antes mesmo da doença aqui chegar, o então prefeito Rodrigo Neves, com o apoio do seu Secretário de Planejamento e Gestão, o atual prefeito Axel Grael, já no dia 30 de janeiro criou o “Grupo de Resposta Rápida ao Novo Coronavírus” voltado para a “capacitação de profissionais, monitoramento constante dos casos confirmados ou em investigação, compra de insumos, reserva de leitos e medidas de prevenção (Gestão)”

O início da pandemia

Logo após o primeiro óbito, em 14 de março do ano passado, Rodrigo decretou a situação de emergência social e adquiriu, no dia 29 daquele mesmo mês, 80 novos respiradores para o Hospital Municipal Carlos Tortelly tendo ali reservado antes, no dia 18, os primeiros leitos exclusivos de CTI. Antecipou a campanha educativa e adquiriu na imprensa e na internet, adquiriu três ambulâncias, para depois adquirir o sonhado tomógrafo.

O passo mais audacioso e que gerou errônea denúncia de um politico de oposição foi decisão de arrendar o Hospital Oceânico, obra de um grupo privado mas sem utilização. Foram “exagerados” 140 leitos, com CTI etc. Hoje, Niterói tem 387 pacientes internados nas redes pública e privada. A ocupação é alta: 87%.

Antes de deixar o governo e viajar para Portugal, Rodrigo Neves assinou memorando de intenção de compra de 1,1 milhão de vacinas que seriam produzidas pelo Instituto Butantan, criado por Vital Brazil.

Axel prosseguiu o trabalho planejado com responsável antecedência e, apesar da proibição federal de compra de vacinas pelos municípios, deu inicio à vacinação em 19 de janeiro deste ano, estando Niterói com o mais alto nível de imunização. Foram criados centros de aplicação em pontos estratégicos para atender todos os bairros, além das Policlínicas existentes.

Vacinação e casos

Pelos dados divulgados no domingo (4), Niterói havia registrado, desde o início, 31.355 casos de Covid, e a vacinação tinha ido mais longe: 81.506 com a primeira dose, e 24.492 com a segunda.

A Secretaria Municipal de Saúde informava a ocorrência de 959 quando a estadual registrava 1.280 óbitos na cidade. Neste item, há tempos tem havido descompasso entre as duas Secretarias.

Quanto à situação da vacinação, a ex-capital fluminense superou os 16% de população.

Entre os Estados o mais avançado, com 10,7% da população atendida é São Paulo, ficando o Estado do Rio com 7,07%. A média nacional é de 9%.

Há estoques de vacinas, em Niterói, superiores aos totais aplicados.

Posição da ONU e da OMS

Em outubro do ano passado a Organização das Nações Unidas reconheceu a imediata ação da Prefeitura de Niterói concedendo-lhe um prêmio de reconhecimento, fato ocorrido quando era grave a situação nos EUA, de Trump.

Em março deste ano os diretores da Organização Mundial de Saúde, entidade por quatro vezes presidida pelo niteroiense Marcolino Candau, lamentou a situação da pandemia no Brasil, ressaltando que o país até então detinha a liderança mundial em têrmos de saúde pública, como já noticiamos.

Deficientes e vacinas

Embora credoras da prioridade as pessoas com deficiências físicas apareceram com o modesto número de 75 beneficiadas com a primeira dose e 72 com a a segunda dose.

Não retrato o quadro real do setor.

Só para assisti-los existem em Niterói entidades como a Associação Fluminense de Amparo aos Cegos e a Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes de Audição, além de outras como a Associação Fluminense de Reabilitação e a Sociedade Pestalozzi.

Será se os amputados, sem uso de cadeira de rodas, estão fora da prioridade.

Os únicos atendimento a deficientes ocorreram nos dias 27 e 28 de janeiro (1a. dose) e 18 e 19 de fevereiro (2a.dose).

Os ddos se referem ao período de 20 de janeiro a 31 março.

Já os quilombolas foram 37 atendidos no dia oito de fevereiro e 36 no dia dois de março .

É possível que alguns tenham sido atendidos nas categorias de idosos em abrigos ou acamados.

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