Denúncia contra Flordelis é encaminhada à Corregedoria da Câmara

A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados decidiu encaminhar à Corregedoria da Casa o pedido de representação feito pelo deputado Léo Motta (PSL-MG) contra a deputada Flordelis (PSD-RJ). Ela é acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019, em Niterói. A parlamentar diz que é inocente.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ressaltou que o direito de defesa de Flordelis será respeitado, mas que a análise do caso será rápida.

“Tivemos um caso em que a Câmara não cumpriu o prazo de defesa de um parlamentar, e o STF [Supremo Tribunal Federal] derrubou a decisão para dar o prazo. O direito de defesa precisa ser respeitado, mesmo sendo um caso grave e constrangedor. Vamos abrir o prazo. O que precisamos é, na parte que cabe tanto ao corregedor quanto ao conselho, que seja o mais célere possível. Mas o prazo dela será respeitado”, afirmou Maia.

A decisão pelo encaminhamento foi tomada em reunião realizada pela Mesa Diretora nesta terça-feira (1º). Ao mesmo tempo, os integrantes da Mesa decidiram apoiar o funcionamento remoto do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, no mesmo sistema que vem sendo utilizado para as votações do Plenário, para dar prosseguimento ao caso, se necessário. O Plenário precisará aprovar um projeto de resolução.

Pelas regras da Câmara, a Corregedoria faz a análise prévia da acusação, e a Mesa, se julgar procedente, remete o caso para o Conselho de Ética para abertura de processo contra a deputada.

“A Mesa da Câmara dos Deputados deliberou, na questão da deputada Flordelis, a partir dos documentos trazidos à Câmara pelo advogado dela, encaminhar à Corregedoria da Câmara esses documentos, pedindo um parecer. Parecer esse que será submetido à Mesa Diretora o mais breve possível, tentando fazer esse processo com grande agilidade”, explicou o 2º secretário da Câmara, deputado Mário Heringer (PDT-MG), que participou da reunião.

O corregedor da Câmara, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), prometeu agilidade na análise do caso. “Nós vamos notificar a deputada. Depois de ela receber a notificação, ela terá cinco dias úteis para apresentar uma defesa por escrito. Ao recebermos essa defesa, aí sim, começará o processo de apuração de tudo aquilo que foi investigado. Nós teremos acesso aos autos do Ministério Público do Rio de Janeiro e um prazo de até 45 dias”, detalhou Bengtson. “Já conseguimos de alguma maneira nos reunir com os advogados da Corregedoria, e eles vão dar atenção total a esse processo” .

Bengtson destacou, por outro lado, que Flordelis terá direito a ampla defesa em todos os órgãos da Câmara.

Outras comissões
A Mesa Diretora também decidiu, nesta terça, pela reabertura de mais três comissões, pelo sistema remoto. Voltarão a funcionar a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania; de Finanças e Tributação; e de Fiscalização Financeira e Controle.

“Essas três comissões são importantes para começar a atender as demandas dos outros projetos”, ressaltou Mário Heringer.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Flordelis diz ter alertado o marido


Em entrevista ao jornalista Roberto Cabrinni na última segunda-feira (31), Flordelis afirmou que chegou a mostrar ao marido mensagens da filha afetiva Marzy o alertando sobre uma emboscada já que as mensagens faziam referência a um plano para matar Anderson do Carmo. A deputada ainda disse ter orientado o marido a procurar a polícia e Anderson teria se recusado para evitar um escândalo. A parlamentar chegou a dizer durante a entrevista sobre nesta época serem Lucas e Marzy aqueles que queriam ver Anderson morto. Ambos já foram presos pela Polícia Civil pela participação no crime. Das 11 pessoas indiciadas, apenas Flordelis segue em liberdade por conta da sua imunidade parlamentar.

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