Greve é adiada na Região Metropolitana

Hoje foi o primeiro dia da greve nacional dos vigilantes de todo Estado do Rio, mas na Região Metropolitana 2, que compreende os municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Rio Bonito; a greve não foi iniciada por falta de adesão. A informação foi confirmada pelo Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Região (SVNIT) e o diretor, Cláudio Oliveira, explicou que na região são cerca de 2 mil trabalhadores que se sentiram pressionados pela patronal e não quiseram participar da greve. Amanhã, 21, está marcada uma reunião geral com a diretoria do sindicato para montar uma estratégia para os trabalhadores aderirem ao movimento e cruzarem os braços a partir de quarta-feira (22).

“Não tivemos uma adesão significativa e as empresas estão pressionando os trabalhadores e eles ficaram com medo de demissão. Precisamos dar força para esses vigias que tanto precisam de melhorias e vamos mudar esse quadro e aderir ao movimento, que é nacional”, ponderou o presidente do SVNIT.

O lema da greve é “Não é só por reajuste. É por dignidade” e a categoria luta por melhores condições salariais além continuidade de benefícios como alimentação e plano de saúde. A greve será por tempo indeterminado e a categoria está em negociação salarial desde janeiro deste ano e em março ficou decido que eles queriam um aumento de 100% em cima do valor da inflação. Além disso o ticket refeição no valor de R$ 22 por dia teria que saltar para R$ 30. A proposta das empresas foi de R$ 23 de ticket alimentação por dia, ou aumento de R$ 1, além de congelamento do salário, ou seja, nenhum aumento.

Os vigilantes trabalham em vários estabelecimentos como bancos, hospitais, estaleiros, shoppings, supermercados, condomínios, por exemplo. De acordo com normativas apenas 30% da categoria tem por obrigatoriedade trabalhar.

O Sindicato das Empresas de Segurança do Rio de Janeiro (Sindesp-RJ) foi procurado pela reportagem para comentar o caso, mas até o fechamento desta edição não se manifestou.

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