Polícia volta aos morros do Palácio e do Estado

Augusto Aguiar –

Moradores das comunidades que compõem o Complexo do Estado, no Centro, e do Morro do Palácio, no Ingá, acordaram na madrugada de ontem (13) com policiais militares do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações com Cães ocupando e vasculhando as principais vias das comunidades. O principal objetivo da operação foi coibir a ação de traficantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), que estariam ameaçando os moradores do Centro e de Ingá, respectivamente onde estão situadas as duas comunidades e onde os traficantes (muitos vindos do Rio, São Gonçalo e outras localidades aliadas de Niterói) teriam invadido, expulsando rivais.

No Morro do Estado, onde traficantes do CV já estariam controlado a venda de drogas há cerca de dois meses, houve perseguição mas sem confrontos. Um menor foi apreendido por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) na Rua Marquês do Paraná, no Centro de Niterói. De acordo com os agentes, com o menor foram apreendidos uma pistola, rádio transmissor e drogas. Na fuga do Complexo do Estado, ele chegou a abordar uma família que estava num veículo. Na quinta-feira passada policiais militares do 12º BPM (Niterói) causaram corre-corre de traficantes nas duas comunidades. Na ocasião, um acusado morreu em confronto e um menor infrator foi baleado e apreendido. No mesmo dia, a polícia apreendeu um fuzil, pistola e drogas.

Na ação de ontem, no Morro do Palácio, moradores relataram que por volta das 4 horas teria ocorrido confronto na região, mas sem feridos e apreensão de material entorpecente. O Posto Médico de Família Jesus Montañes chegou a abrir pela manhã, mas o risco de novos confrontos levou a direção e suspender o atendimento até a tarde. Creches e escolas também suspenderam as atividades. Antes mesmo da operação de ontem, policiais militares já haviam recebido informes e tentado barrar a expansão do Comando Vermelho em comunidades do Centro em direção à Zona Sul de Niterói. Estariam envolvidos nos ataques, bandidos vindos do Rio, além de aliados vindos de São Gonçalo e de outras comunidades de Niterói.

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