Visita técnica do Cremerj movimenta Azevedo Lima

A direção do Conselho Regional de Medicina do Rio (Cremerj) realizou uma visita técnica no Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), no Fonseca, e dentro dos próximos dias vai encaminhar um ofício para a Defensoria Pública e Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro. O documento vai frisar, principalmente, a importância do conserto do tomógrafo da unidade, que está quebrado desde meados de 2017. A inspeção aconteceu na manhã desta quinta-feira (08) a pedido do Sindicato dos Médicos de Niterói, São Gonçalo e Região (SINMED) após denúncias dos profissionais da saúde.

O presidente do Cremerj, Nelson Nahon, explicou que foram constatados alguns problemas, como salários atrasados de médicos e enfermeiros, falta de remédios, superlotação da UTI neonatal e da UTI e o mais grave, a falta de perspectiva de conserto do tomógrafo.

“É fundamental que o Estado repasse o dinheiro para a saúde e isso é um investimento e não uma despesa. Quem sofre é a população que usa o serviço público de saúde. Em um hospital de trauma é indispensável um tomógrafo funcionando. A situação é urgente”, explicou.

O presidente do sindicato, Clóvis Cavalcanti, ressaltou que recebeu muitas denúncias sobre o Heal e, por isso, convocou o Cremerj para a visita de fiscalização. “A visita foi surpresa e encontramos o hospital em condições boas de atendimento, mas existem esses problemas que são crônicos, como o tomógrafo quebrado e pagamentos atrasados desde ano passado. Mas vamos reforçar o ofício ao Ministério do Trabalho para que essas questões trabalhistas sejam resolvidas. Mesmo assim os médicos continuam se dedicando a salvar as vidas”, pontuou.

Segundo nota do Sinmed, o tomógrafo fixo da unidade encontra-se inoperante há mais de oito meses e não foi apresentada previsão para manutenção corretiva e regularização dos exames. Apesar de o tomógrafo portátil apenas viabilizar exames de crânio, coluna cervical e extremidades, pacientes são encaminhados para o Hospital Estadual Alberto Torres com risco de morte pela perda de tempo no início de seu tratamento. Ainda segundo o relatório do sindicado destaca-se a superlotação ocasional da maternidade, ‘ontem haviam dois leitos vagos. Mas segundo profissionais de saúde do setor, há dias que ficam de nove a 10 pacientes no pré-parto, que só dispõe de oito leitos instalados, além de 67 pacientes internados no Alojamento Conjunto, entre gestantes, puérperas e recém-nascidos, a despeito da capacidade instalada para 49 leitos do setor.

A Secretaria de Estado e Saúde (SES) foi questionada sobre os assuntos, mas até o fechamento dessa edição não se manifestou sobre o assunto.

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