Travessia Tupinambá será aberta ao público em maio

Raquel Morais –

A esperada Travessia Tupinambá, trilha que ligará São Francisco ao bairro Jardim Imbuí, em Piratininga, passou por uma alteração no calendário de entregas. Os amantes do montanhismo vão poder desbravar a trilha, parte do Parque Municipal Natural de Niterói (Parnit), a partir do início de maio. As intervenções estão na reta final de sinalização. Já para junho existe uma possibilidade de início de um projeto de acessibilidade, uma parceria do parque com o Clube Niteroiense de Montanhismo (CNM). A ideia é levar pessoas com deficiência para um percurso leve, na Trilha dos Platos, com auxílio de uma cadeira adaptada.

A trilha Tupinambá terá 6,5 quilômetros e só poderá ser percorrida com a presença de um guia, devido o seu grau de exigência. A Prefeitura de Niterói explicou que a sinalização está sendo feita com setas indicativas pintadas nas rochas e árvores. Também, de acordo com as limitações do terreno, estão sendo instaladas setas de madeiras presas em árvores ou tótens onde a vegetação é muito baixa. Na entrada da trilha serão colocadas placas indicativas.

O percurso é rodeado de Mata Atlântica em diversos graus de regeneração, com presença de vários animais como: gambás, cuicas, preás, répteis, teius, jibóias, jararacas, corais e mico estrela. Há também uma diversidade de aves, como sabiás, saíras canários, tucanos e papagaios, informou a administração municipal.

Leandro do Carmo, diretor e Guia do CNM, informou que é uma travessia que interliga sete trilhas já consolidadas na região, saindo de São Francisco e terminando no Jardim Imbuí, mas é possível fazer o caminho inverso. “A Travessia Tupinambá veio para recolocar definitivamente o Parnit no circuito das trilhas da cidade. Com o crescente número de praticantes, é muito importante que possamos dar opções, assim não sobrecarregamos trilhas como a do Parque Estadual da Serra da Tiririca”, frisou.

O administrador do Parnit, Alex Figueiredo, explicou que alguns voluntários estão participando do projeto de sinalização da travessia. “A ideia é fazer uma trilha estruturada para que a pessoa não precise de guia. Niterói tem um público grande de montanhismo e adeptos de caminhadas e aventuras. Esse é um ambiente perfeito para ser explorado, em uma caminhada de nível moderado superior”, apontou.

O diretor do CNM, Leandro do Carmo, deu alguns detalhes da trilha. “No trecho do contraforte do Morro da Viração, há a possibilidade de visitarmos as ruínas de um possível posto de observação, que pelas características da construção, devem ser do mesmo período de construção da Atalaia Portuguesa que fica perto da Rampa de Voo Livre. Um pedaço da nossa história perdido em meio a floresta. Contamos ainda com dois fantásticos mirantes. Uma vista de tirar o fôlego”, finalizou.

PROJETOS FUTUROS
Alex frisou que está elaborando um projeto, em parceria com o CNM, para realizar um trabalho de acessibilidade. A aventura será na Trilha dos Platos, que fica no acesso ao Parque da Cidade na Estrada do Maceio, com cerca de quatro quilômetros de ida e volta. Nesse contexto a ideia é fazer uma trilha, com guias e supervisores, para os deficientes físicos, e se houver necessidade até mesmo uma cadeira adaptada será usada no circuito. A ideia faz parte do projeto Montanha para Todos, parte do CNM.

OUTRAS TRILHAS
Niterói tem duas unidades de conservação de uso de montanhismo e turismo: Parnit e Parque Estadual da Serra da Tiririca. No primeiro, segundo Prefeitura de Niterói, são cerca de 42,3 quilômetros de roteiros de trilhas, divididos em 16 trilhas. Sendo que alguns trechos são em comum com outros, como a trilha do Morro da Viração via Cafubá, em que há um trecho em comum com a trilha das Ruínas. São elas: Trilha Colonial, Santo Inácio – Via Parque da Cidade, Trilha do Mirante da Pedra Quebrada, Trilha Circular do Platô das Bikes, Trilha Circular das Jaqueiras, Trilha dos Blocos, Trilha dos Eucaliptos, Trilha do Papagaio (ou Zé Mundrongo), Travessia Parque da Cidade X Cafubá, Trilha do Mirante da Tapera, Morro da Viração via Cafubá, Mirante da Lagoa, Ilha do Pontal e Morro da Viração via Parque da Cidade.

No Parque Estadual da Serra da Tiririca, segundo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), são mais 15 trilhas: Trilha Pedra do Elefante; Costão de Itacoatiara; Enseada do Bananal; Córrego dos Colibris; Caminho de Darwin; Túnel Ferroviário; Morro do Catumbi; das Orações; Morro da Peça, Morro das Andorinhas; Ilha da Mãe; Pedra de Itaocaia; Ilhas Maricás; Travessia Vila Progresso X Serra Grande; e Circuito Volta da Lagoa de Itaipu.

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