Taxa de inadimplência de condomínios sobe de 5% para 8% no Brasil

Raquel Morais –

Dados de administradoras de condomínios em Niterói apontam que a taxa de inadimplência subiu de 7% para 14%. Em níveis nacionais, a Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi) confirmou o aumento dos devedores dessa taxa de 8% em um período de 12 meses, considerado um aumento histórico, já que ano passado o índice foi de 5%. Crise econômica, pagamentos atrasados do setor público e alto índice de desemprego são alguns motivos que justificam os atrasos.

A presidente da Abadi, Deborah Mendonça, explicou o aumento desse índice. “A crise no país contribuiu significativamente para a inadimplência e muitas pessoas vêm preferindo pagar outras contas com a taxa de juros mais elevada em detrimento ao pagamento do condomínio, cujo valor dos juros é de apenas 2%”, comentou. Porém a ausência de pagamento desse tributo pode ocasionar problemas bem maiores do que apenas ficar devendo. “O devedor pode ser acionado judicialmente a fim de quitar mais rápido o débito e evitar prejudicar os demais condôminos”, completou Deborah.

Um niteroiense que preferiu não se identificar disse que comprou um imóvel na planta e não conseguiu pagar as prestações, carnê do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbano (IPTU) e mais o condomínio, no valor de R$ 386. A dívida chegou aos R$ 1.544, e apenas com a primeira parcela do 13º salário, conseguiu quitar a dívida com o condomínio. “É uma situação muito chata e difícil, pois sei que poderia ser incluído em um processo pelo atraso. Mas realmente a minha situação financeira ficou muito difícil e não tive o que fazer”, pontuou.

A professora Sheyla Martins, mora no bairro Santa Rosa, paga R$ 479 de condomínio por mês, ou R$ 5.748 por ano, sem contar as taxas extras. “É um valor bem significativo ao longo do ano, fora quando tem obra e gera taxa extra, por exemplo”, pontuou.

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