Seguro de motocicleta dispara em todo o Estado

Raquel Morais –

Números da Associação dos Motociclistas do Estado mostram que os valores dos seguros para motos, nos últimos dois anos, foram reajustados em até 370%. A entidade prevê o número alto de assaltos e furtos nos últimos meses como fator principal para a elevação dos preços. Em alguns casos o preço do seguro ultrapassa em até 10% o valor do de veículos. No primeiro semestre deste ano foram registrados 415 roubos ou furtos de motocicletas em Niterói.

O presidente da associação, Aloísio César Braz, explica que o valor do seguro para os veículos, sejam carros ou motos, variam de acordo com os índices de criminalidade. Niterói, segundo levantamento do órgão, não foge à regra da violência da cidade maravilhosa, e registrou uma média de 4,6 roubos de motocicletas por dia no primeiro trimestre. “Ficamos revoltados com essa situação que assola, praticamente, todo o estado do Rio de Janeiro. Estamos vendo os números crescerem, estão morrendo pessoas nessa violência toda e precisamos estar mais fortes para combater essa situação”, explicou.

Aloísio explicou também que a tendência desse aumento, se não for contida a criminalidade, é só aumentar. “Ter um seguro está virando artigo de luxo. Os valores estão muito altos e isso corresponde também a um dado muito alarmante. Cerca de 80% das mortes durante os assaltos são provenientes de reações das vítimas, que em sua maioria não tem o seguro da motocicleta”, apontou o dono de uma moto. Ele informou que em 2015, quando comprou a moto zero quilômetro, pagou R$ 1.360 de seguro. Em 2016 esse valor subiu 110,29%, chegando aos R$ 2.860 e nesse ano o valor pago foi de R$ 6.400, aumento de 123,77%. Ao longo de dois anos a proteção custou 370,58% a mais. A moto em questão custou R$ 53 mil, ou se ja, o valor da seguradora é 12,07% do valor do veículo em 2017.

OUTROS PROBLEMAS
Outra luta da associação é em relação a uma lei que proíba o Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran RJ) de vender as carcaças de motocicletas apreendidas e recuperadas pela polícia. “Essas motos ou suas carcaças são vendidas por preços banais em leilões. Hoje em dia o motor virou um acessório e essas ‘motos’ voltam a circular nas ruas com outros motores. Existe um mercado ilegal para essas negociações e esses veículos são usados, em sua maioria, para a criminalidade”, finalizou Aloísio.

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