Região Oceânica vira alvo de ladrões sul-americanos

“Ainda estamos realizando um levantamento sobre a existência de outras vítimas.Vamos fazer um levantamento sobre grupos estrangeiros que tenham furtado ou estejam furtando residências na reagião. Também vamos reorganizar dados anteriores, de antigas ocorrências para isso”. A afirmação do titular da 81ª DP (Itaipu), Ruchester Marreiros, deixou claro que sua equipe de investigação realizará um “pente fino” no sentido de apurar uma posssível participação de estrangeiros em ocorrências de roubos de residências, na Região Oceânica de Niterói.

O procedimento está sendo providenciado após a prisão dos chilenos Ricardo Fernando Bustamante Araya e Andrés Antônio Cáceres Vives, ambos de 22 anos, após a dupla ter sido flagrada por câmeras de segurança instaladas numa residência, em Piratininga, também na Região Oceânica. Os acusados, que chegaram ao Rio num vôo procedente do Chile, no último feriado do dia 7 de setembro, invadiram e furtaram objetos da residência na segunda-feira, e as imagens tiveram grande repercussão nas redes sociais. A fuga dos acusados foi flgrada pelos próprios proprietários que chegavam no imóvel. Momentaneamente os chilanos conseguiram escapar, possivelmente retornando para o hotel onde estavam hospedados em Copacabana, na Zona Sul do Rio, mas no dia seguinte um deles Ricardo foi mais uma vez surpreendido, dessa vez rondado outra casa na região. Ele chegou a ser dominado e agredido por populares, que o reconheceram através das redes sociais. Preso e conduzido para a 81ª DP, a Polícia Civil foi rápida e logo localizou e também prendeu Andrés.

“Foi uma resposta rápida ao que ocorreu, cerca de 24 horas depois. Realizamos uma checagem com a Polícia Federal e aqui no país não há nada contra eles. Estamos na condição de turistas e de acordo com nossa legislação teriam um prazo de até 90 dias para deixar o país”, explicou o delegado, acrescentando inclusive que um outro conhecido da dupla de chilenos, que se encontra preso na Argentina teria indicado para Andrés e Ricardo a possibilidade de conseguirem “dinheiro fácil” roubando residências na Região Oceânica, o que levaria a desconfiança de existirem outras vítimas do mesmo grupo, em inquéritos instaurados anteriormente na 81ª DP.

Com os chilenos a polícia apreendeu diversos itens, desde cédulas de várias nacionalidades, passando por diversos relógios, jóias, até ferramentas. Vítimas de outras ocorrências registradas na distrital podem ser chamadas para uma possível identificação dos pertences. “Teve uma época que o número de ocorrências do gênero na Região Oceânica era elevado, mas agora diminuiu bastante. Por isso vamos fazer checar fatos anteriores”. Ruchester Marreiros acrescentou que vai manter novo contato com a Polícia Federal, no sentido de providenciar a extradição dos dois acusados para o país de origem.

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