Polícia deflagra megaoperação contra roubo de cargas no Rio

A Polícia Civil do Rio deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (11), uma megaoperação com objetivo principal de desarticular a ação de várias quadrilhas especializadas que atacam em rodovias no estado, espalhando pânico e prejuízo para empresas. A Justiça emitiu 25 Mandados de Prisão (e mais 25 de Busca e Apreensão) contra acusados de envolvimento nessa modalidade de crime, que se tornou um dos maiores desafios para a segurança no Rio nos últimos anos.

Até o fim da manhã de ontem, pelo menos 10 Mandados de Prisão haviam sido cumpridos. A ação se desenvolveu nas comunidades de Acari, Quitanda, Amarelinho, Pedreira, Lagartixa e Parque Colúmbia (na zona norte da cidade), além de São João de Meriti, na Baixada Fluminense, apontados por investigações como localidades onde as quadrilhas seriam oriundas. Coordenada pela Delegacia de São João de Meriti (64ª DP), a Operação Homem de Ferro envolveu cerca de 350 policiais civis de várias delegacias especializadas, da Baixada Fluminense e capital.
O primeiro preso foi identificado como Francisco Wesley do Nascimento Oliveira, detido em Acari. O principal foco da ação seria uma quadrilha especializada no roubo de cargas de alto valor e os criminosos atuavam, principalmente, na Avenida Brasil. O grupo realizaria uma média de três roubos por semana. A operação ocorreu menos de 24 horas depois da prisão de Herbert da Silva Pinto, conhecido como Gabera, apontado pela polícia como líder de uma quadrilha de roubo de cargas que atacava caminhões quase diariamente nos últimos seis meses. Ele e os comparsas Luis Felipe da Silva Maria e Bruno Santos da Silva foram capturados na Favela Centenário, no complexo de favelas da Mangueirinha, em Duque de Caxias.

As investigações apontaram que Gabera não rendia os motoristas nem vendia as mercadorias: a função dele era escolher qual veículo seria atacado e dava ordens para a abordagem. A especialidade do bando, que atuava na Rodovia Washington Luís e no Arco Metropolitano, eram as cargas de alimentos e eletroeletrônicos. Em média, eram assaltados 15 caminhões por semana, gerando grande prejuizo inclusive para empresas.

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