Picciani não pretende se licenciar durante tratamento médico

O deputado Jorge Picciani (PDMB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), anunciou que apesar do diagnóstico de um câncer agressivo na bexiga, não pretende se licenciar do cargo. O parlamentar, que precisará ser submetido a quatro meses de quimioterapia antes de passar por uma cirurgia, retorna à Casa no dia 8 de maio para presidir as pautas mais importantes.

Dentre elas, as contrapartidas do Plano de Recuperação Fiscal. “Diante do momento difícil que estamos vivendo no Estado do Rio de Janeiro, a minha prioridade é o Plano. Considero que ele é a única solução a médio e longo prazo para a crise”, afirmou Picciani. Sendo assim, o deputado destacou a importância de aprovar uma das principais contrapartidas restantes: o aumento da alíquota previdenciária de 11% para 14%.

“Não haverá solução se não resolvermos, minimamente, a questão previdenciária. Não iremos cometer nenhuma loucura contra o funcionário, como a taxa de 8%. Essa não é possível, mas o aumento de 3% na alíquota é necessário. Por isso, pretendo botar em pauta e votar esse ponto”, disse. De acordo com Picciani, só em 2017 o Tesouro Nacional já bloqueou mais de R$ 1 bilhão das contas do estado.

O valor representa praticamente metade da folha de pagamento dos servidores do Rio. Para ele, esse quadro ajuda a atrasar ainda mais os salários, sobretudo dos aposentados e pensionistas. O presidente da Alerj informou que pretende presidir, pelo menos, as sessões que acontecerão às terças-feiras. Contudo, reconhece que a sua permanência depende dos efeitos do tratamento. “Eu só vou me licenciar formalmente se a quimioterapia me impedir de continuar atuando. Enquanto isso, já que o Wagner Montes (PRB) está afastado, o deputado André Ceciliano (PT) continua a assumir as pautas em que eu não estiver presente”, esclareceu.

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