Opinião
Editorial
Decisões interligadas Dizem os especialistas que “trânsito é hábito”. Com base neste ensinamento, evita-se mudanças de “mão” de direção, já que as alterações chocam-se com os costumes dos motoristas já acostumados com um sistema de direcionamento.
Nas mudanças agora ocorridas em Icaraí, o hábito está prevalecendo. As pistas antes ocupadas para estacionamento, ficaram livres de carros, mas a grande maioria dos automobilistas as tem evitado, acreditando estar cometendo uma infração. Só quando o tráfego está mais intenso é que alguns resolvem utilizá-las e outros acompanham os “descobridores” do novo espaço.
Ontem, com tráfego intenso ao meio dia, na rua Gavião Peixoto o lado esquerdo da via foi pouco utilizado, com os veiculos usando as duas tradicionais faixas de rolamento. O mesmo aconteceu no lado esquerdo (2a. quadra) da rua Àlvares de Azevedo.
Curioso foi observar uma grande concentração de carros – especialmente nas horas de saída e entrada nos colégios- enquanto quem saiu da rotina e ousou entrar na Gavião Peixoto, encontrou-a com boa fluidez. Igualmente a orla de Icaraí estava com fraco movimento, contrastando com o quadro habitual de retorno para casa quando ela recebe grande volume de veículos oriundos do centro e da Ponte, fugindo dos “engarrafamentos” no corredor da rua Dr. Celestino e da Marques do Paraná.
É mais uma questão indicativa do vício de roteiro dos motoristas, ou seja, da manutenção dos hábitos.
Se a questão da fluidez estar ligada à retirada do estacionamento no lado esquerdo das ruas, é possível aplicar uma solução mais efetiva, com a redução das calçadas junto aos poucos prédios que já obedeceram a “lei do recúo”.
Igual solução deve ser aplicada no lado direito, com fixação das paradas de onibus nestas áreas de recuo.
Mas também é necessária uma fiscalização para tornar em hábito, o comportamento dos motoristas que deveriam fazer as operações de embarque e desembarque, bem junto das calçadas recuadas, como ocorre defronte ao conjunto “Principe de Gales”, na Avenida Marques do Paraná. A “parada recuada”, visando impedir a retenção do tráfego quando os onibus precisam recolher ou desembarcar passageiros, foi implantada há quase 40 anos, mas ainda há muitos coletivos que não obedecem estar norma. Alguns se queixam de haver dificuldades, agravadas quando há mais de um onibus envolvido na operação, porque a maior parte do trecho recuado é usado para estacionamento de carros de moradores, embora o conjunto de edificios tenha condições de absorvê-los internamente.
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