Novas regras para comercialização de lâmpadas LED

Raquel Morais –

A venda de lâmpadas LED sem o certificado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) foi proibida desde a última segunda-feira, para quem faz a comercialização em atacado e varejo. Já para pequenas empresas a proibição passará a valer a partir de 17 de janeiro de 2018. Segurança, desempenho e a qualidade dos produtos são os principais motivadores da normativa, segundo a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Produtos de Iluminação (ABILUMI).

Lâmpada Led

Segundo nota a verificação é realizada por meio da análise do processo de fabricação e por ensaios em laboratórios. “Até então não havia uma regra sobre quais informações eram necessárias constar na embalagem e, com isso, os consumidores não sabiam se estavam comprando um produto com a segurança e qualidade adequadas. Com a regulamentação, isso muda. O Inmetro definiu alguns requisitos mínimos e estabeleceu que todas as empresas terão que seguir as mesmas regras, permitindo que o consumidor tenha uma visão ampla do tipo de produto que está comprando e sabendo exatamente qual a qualidade de cada um. Tudo estará explícito na embalagem”, explicou Francisco Lopez, diretor comercial da fabricante Kian Iluminação.

Na Elétrica Raio 137, no Centro de Niterói, o vendedor Rafael Carvalho disse que as lâmpadas do tipo LED são as mais procuradas pelos clientes. “Além de consumir menos energia elas têm durabilidade muito grande, que ultrapassa os cinco anos. Também oferecemos a garantia de um ano, mediante cupom fiscal e embalagem original. Acho que o selo é extremamente pertinente para assegurar a qualidade necessária de qualquer produto”, comentou. “Eu confesso que não me preocupo com essas certificações. Na verdade estou tão sem dinheiro, que acabo procurando a lâmpada mais barata”, comentou uma niteroiense que preferiu não se identificar.

Ainda de acordo com o informe o selo de eficiência do Inmetro, presente na caixinha, contém o número de registro do produto, que pode ser consultado no site do órgão regulador. “A simples conferência no ato da compra previne possíveis transtornos no futuro”, finalizou Lopez.

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