As altas temperaturas deram uma trégua, mas o calor e a falta de ventilação ainda incomodam estudantes e professores da rede estadual em Niterói. O Projeto Climatizar, do Governo do Estado prevê a instalação de 34 mil aparelhos de ar condicionado em 17 mil salas de aula, beneficiando um milhão de pessoas, entre professores e estudantes, em todo estado. A realidade, porém, é que das 50 escolas estaduais na cidade, algumas já se adequaram para a instalação dos aparelhos e outras precisam de intervenções como a preparação da rede elétrica e aumento de carga das empresas fornecedoras de energia.
Segundo informações do Sepe, poucas escolas da rede estadual em Niterói estão climatizadas adequadamente. Algumas teriam passado por obras de adequação, como a troca de portas e janelas, além do fechamento dos locais por onde entrava a ventilação natural, mas continuam sem ar condicionado. Essas medidas estão provocando uma série de inconvenientes. O calor aumentou e as aulas acontecem com a porta aberta, mas o barulho atrapalho o aprendizado.
De acordo com o Sindicato dos Profissionais de Ensino, nenhuma escola da cidade está climatizada. Ou seja, os cerca de 50 mil estudantes e os cinco mil professores continuam sofrendo os efeitos do calor e a pouca ventilação em salas de aula que, segundo especialistas, acarretam em falta de atenção e inquietação.
Fernanda Guimarães, 15 anos, estudante do 9º ano da Escola Estadual Fagundes Varela, que funciona no mesmo prédio do Ciep do Engenho do Mato, diz que na sala onde estuda a situação continua a mesma. “Nem obras para instalação do ar condicionado fizeram ainda. Na minha sala tem apenas um ventilador de teto, nos fundos, que não dá vazão. Quando está muito quente, o jeito é se abanar e deixar as janelas abertas”, acrecentou a estudante.
A Secretaria de Estado de Educação informou, através da assessoria de comunicação, que está finalizando a primeira etapa do projeto Climatizar, e que mais de 20 equipes das secretarias de Educação e Governo estão trabalhando no apoio às escolas e fiscalizando o trabalho das empresas que foram contratadas (com licitação) para realizar o serviço.
Informou, ainda, que pela complexidade e diversidade da rede, o processo engloba, além da instalação do aparelho de ar-condicionado em si, a preparação da rede elétrica das escolas e aumento de carga de energia. Adiantou também que em uma segunda fase serão contempladas escolas compartilhadas com a Prefeitura do Rio e aquelas tombadas por seu valor histórico, ou situações diferenciadas (alugadas ou com complexidade de engenharia).
Categoria mobilizada
Independente da audiência pública amanhã, às 10 horas, na Alerj, com a secretária de estado de Educação, Tereza Porto, os profissionais da área de educação se preparam para a primeira paralisação de 24 horas do ano: será no dia 31, com concentração às 10 horas, na Candelária, seguindo em passeata pela Avenida Rio Branco, em direção à Assembleia.
Os profissionais reivindicam a incorporação imediata da totalidade da gratificação do Nova Escola ainda este ano; a inclusão dos funcionários administrativos no Plano de Carreira com correspondente reajuste; concurso público para funcionários, regulamentação das 30 horas semanais; vale transporte para professores e funcionários da rede estadual; a convocação dos professores aprovados nos concursos realizados em 2008 e 2009, além do pagamento das perdas salariais dos últimos dez anos, aferidas pelo DIEESE.