A pré-candidata à Presidência da República, senadora Marina Silva (PV-AC) disse, em Niterói, que o Partido Verde apresentará concorrente na maioria dos estados, exceto no Acre, cujo pré-candidato a governador, senador Tião Vianna (PT-AC), terá o apoio do seu partido. “Temos uma ligação antiga, desde a época em que eramos do mesmo partido”, destacou.
Nesta sexta-feira, durante coletiva de imprensa na Câmara de Vereadores antes de a senadora receber do vereador Felipe Peixoto (PDT) a Medalha João Batista Petersen, o presidente regional do PV, vereador carioca Alfredo Sirkis, se irritou com a imprensa.
Sirkis negou que o pré-candidato do PV ao governo do Rio, deputado federal Fernando Gabeira, teria declarado que vai subir no palanque e caminhar com presidenciavel do PSDB, governador José Serra (São Paulo), estiver no Rio. “Ele nunca disse isso. Gabeira falou justamento o contrário. Nas caminhadas e no palanque ele estará com Marina. E o vice dele (que será do PSDB mas ainda não foi definido) vai receber o Serra quando ele chegar (ao Rio). Não sei onde você tirou essa idéia”, disse.
AUSÊNCIA – Ontem, pelo menos em São Gonçalo - onde a ex-ministra do Meio Ambiente do governo Lula (PT) recebeu do vereador verde Augusto Senna a Medalha Joaquim de Almeida Lavoura – e Niterói, Fernando Gabeira não apareceu. Também presente na coletiva, o ex-presidente do PV niteroiense, Fernando Guida, disse que o pré-candidato a governador está hoje, no Rio, numa reunião com os pré-candidatos do PV.
Marina, que se atrasou por causa do trânsito, disse que, no estado do Rio, está se reeditando uma aliança semelhante a que elegeu, pela primeira vez, Jorge Viana governador do Acre. “O candidato ao governo era do PT e o vice filiado ao PSDB”, comparou, lembrando que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) apoiava o vice e o então candidato a presidente, Lula, apoiava o candidato a governador”, completou. Ainda segundo a senadora, no Rio é o PSDB que está apoiando o Gabeira.
“Ele está apoiando o nosso projeto nacional. Hoje (ontem), inclusive, estive com Gabeira na sua casa conversando sobre uma série de questões e não há (por parte dele) qualquer dúvida sobre o nosso projeto”, disse ela, que deve encerrar a agenda no Rio, neste domingo, no Forte de Copacabana.
Em relação ao Senado, o PV fluminense não aceita uma aliança com o DEM, que deverá lançar o ex-prefeito do Rio, Cesar Maia, a uma das duas vagas em disputa este ano para senador. “Não falo com Cesar. Temos uma pré-candidata, que é a vereador (Rio) Aspásia Camargo”, afirmou Sirkis. A coligação PV-PPS-DEM-PSDB discute cada partido lançar seu nome ao Senado, com a aliança apenas para o governo do Estado.
PLATAFORMA – Ao falar sobre um plano de governo que possa “fazer diferente” do que o PT e o PSDB apresentarão, a senadora disse que já está conversando com vários economistas, mas também elogiou pontos da política monetária do sua ex-legenda. “Em primeiro lugar, como as pessoas falam por aí, a questão ambiental não é o ‘Samba de uma nota só’. Ela está presente em todos os aspectos da vida e em todos os aspectos econômico, social, cultural e político. Vamos atravessar esse século tentando resolver essa equação: como integrar a dinâmica de desenvolvimento com a preservação ambiental e vice-versa”, disse. “É preciso manter pontos da política (econômica)”, completou. Segundo Marina, no Dia Internacional da Mulher, nesta segunda-feira, é momento de luta e comemoração. “O fato de está lutando já é um momento de celebração”, destacou.
A sessão solene para homenageá-la reuniu cerca de 150 pessoas no plenário da Câmara, quando o vereador Felipe Peixoto – autor da homenagem a pedido do PV – lembrou da trajetória da senadora.