A Tribuna RJ

ENGENHEIRO MORTO PELA MULHER E AMANTE

Publicado em: 26/02/2014

Texto: Augusto Aguiar

Um plano de traio e morte culminou no assassinato do engenheiro do Complexo Petroqumico do Rio de Janeiro (Comperj), Antnio Carlos de Almeida, de 55 anos. A trama foi desvendada na ltima segunda por agentes da Diviso de Homicdios de Niteri, Itabora e So Gonalo (DHNISG). A vtima foi atacada e morta a tiros de pistola e facadas nas proximidades do Condomnio Vivendas de Itabora, na Rua Ari Parreiras, em Venda das Pedras, na manh de segunda-feira.
Horas depois do crime, a equipe de investigao da especializada prendeu a mulher da vtima, Amlia Morais Rodrigues, de 32 anos, e seu amante, o sargento da Marinha e fuzileiro naval Vlter Clber de Souza, de 45 anos. De acordo com o titular da DHNISG, delegado Wellington Vieira, Amlia vivia com o engenheiro h sete anos, mas mantinha um relacionamento extraconjugal com o militar, que reside em Duque da Caxias, na Baixada Fluminense, h pelo menos um ano. A polcia informou ainda que o casal tem dois filhos menores, de 6 e 4 anos. Um terceiro acusado, identificado apenas como Andr, est sendo procurado.
Nas primeiras horas da manh de segunda-feira a polcia foi acionada para o local do crime e encontrou o corpo da vtima, nas proximidades do condomnio. Em sua rotina de trabalho, o engenheiro costumava acordar cedo, ir at o canteiro de obras e depois retornava para casa para trocar de roupas e voltar, disse o delegado. Tambm segundo ele, os agentes passaram inicialmente a desconfiar que a mulher teria ido na residncia logo depois do crime para apanhar vrios objetos e, embora negasse que no estivesse no local no momento do crime, algumas testemunhas passaram a afirmar o contrrio.
No demorou muito (ainda na segunda-feira) os agentes localizaram o fuzileiro naval no seu endereo, em Duque de Caxias. Este alegou inocncia e disse que no momento do crime estaria em casa dormindo sob efeitos de remdios tranquilizantes, outro libi contestado, j que testemunhas disseram que teriam visto o suspeito prximo da cena do crime. Tambm na casa do militar a polcia apreendeu uma pistola calibre 380, mesmo calibre que o engenheiro teria sido alvejado. A polcia ento conduziu Amlia e Valter para sede da distrital, no Centro de Niteri, onde a dupla passou a tarde do mesmo dia e a madrugada de ontem sendo interrogadas. Em determinado momento, de acordo com o delegado, o casal caiu em vrias contradies e passou a se acusar, o que levou a polcia a acreditar na culpa e na trama.
Estamos ainda procura de um veculo, modelo Logan (zero quilmetro), que pertencia ao engenheiro e que teria sido o alvo de uma discusso do casal, afirmou Wellington Vieira, acrescentando que Amlia daria o tal carro para o militar. O delegado revelou ainda que Valter teria duas anotaes criminais anteriores. Uma delas por ameaa contra a prpria Amlia e outra por agresso contra a ex-mulher.



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