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CASO LÚCIO DO NEVADA: MAIS 30 DIAS NA PRISÃO

CASO LÚCIO DO NEVADA: MAIS 30 DIAS NA PRISÃO Publicado em: 28/02/2013

Texto: ANDERSON CARVALHO
Foto: Arquivo

A 4ª Vara Criminal de Niterói, através do juiz João Guilherme Chaves Rosa Filho, determinou, na última terça-feira, a prorrogação da prisão temporária do vereador suplente e pastor Carlos Macedo. Ele foi preso acusado de ser o mentor do atentado que resultou na morte do vereador e companheiro de partido (PRP), Lúcio Diniz Araújo Martelo, o Lúcio do Nevada, em 25 de outubro do ano passado. Carlos Macedo foi preso em casa, no bairro do Sapê, no último dia 6 de fevereiro, mesmo dia em que um policial militar, Damião Washington da Silva Ferreira, também acusado de envolvimento na trama do assassinato, foi localizado e preso no Barreto. Lúcio do Nevada foi atacado e morto a tiros, no bairro Santa Bárbara, quando retornava de um comício.
No dia 29 de janeiro a equipe da 78ª DP (Fonseca), que investigava a autoria do atentado há mais de três meses, já havia prendido Mariana Soarez Queiróz da Silva, chefe de gabinete de Macedo, além de mais um PM, Jair Martins de Souza Neto, um guarda municipal, Renato de Souza Valente, e José Carlos Alves de Azevedo Junior, todos segundo a polícia acusados de envolvimento direto no crime.
Um outro acusado, Marco Antônio Titonelli Barbosa, continua foragido. Carlos Macedo e sua chefe de gabinete permenecem presos no Complexo Penitenciário de Bangu 8. De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), o juiz explicou que determinou a prorrogação da prisão temporária de todos os acusados de envolvimento direto no crime para que a polícia conclua o inquérito para esclarecer a morte de Lúcio do Nevada. Logo a seguir esse inquérito deve seguir para o Ministério Público (MP), que por sua vez decidirá se oferecerá (ou não) denúncia contra os acusados.
O titular da 78ª DP, delegado Paulo César Guimarães, chegou a afirmar no dia 6, por ocasião da prisão de Carlos Macedo: “As investigações estão próximas de se encerrarem. Várias pessoas estão envolvidas. Carlos Macedo foi o mandante, Mariana (chefe de gabinete) foi contratante, os dois PMs foram os agenciadores, e os acusados oriundos de Magé (um deles guarda municipal)foram os executores”, disse enfático.
O delegado explicou ainda que o longo caminho percorrido para se chegar a prisão dos acusados é que teria trazido as as evidências que a polícia precisava. “A motivação do crime foi a cobiça, vinculada à política”, afirmou Guimarães, na ocasião.


Decisão sobre convocação de suplente de Macedo é adiada

A Câmara Municipal de Niterói adiou para a próxima semana definir se e quando chamar o Pastor Ronaldo (PTN), primeiro suplente do vereador Carlos Macedo (PRP), que se encontra preso desde o último dia 6, suspeito de ser o mandante do assassinato do vereador Lúcio do Nevada (PRP) em outubro passado e que teve ontem a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias. A Procuradoria da Casa estuda o caso.
“Discutimos hoje (ontem) a situação e o procurador do Legislativo (Gastão Menescal) avalia profundamente o caso, dentro do que determina o nosso regimento interno. Esperamos um parecer do órgão para a semana que vem e aí decidiremos se chamamos ou não o suplente. Não queremos tomar nenhuma decisão precipitada”, explicou o vereador Milton Cal (PP), líder do Governo na Câmara, sobre a reunião que os parlamentares tiveram pouco antes da sessão plenária, na presidência da Casa.



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