Niterói teve média de 13 roubos a transeuntes por dia em dois meses

Augusto Aguiar –

A preocupação da população com a violência em todo o Estado e entre as cidades na Região Metropolitana está sendo justificada pelos números do Instituto de Segurança Pública (ISP) referentes aos meses de janeiro e fevereiro desse ano, nos dados mais recentes divulgados pelo órgão. A soma dos registros de roubos a transeuntes nos dois primeiros meses do ano em Niterói atingiu a marca de 807, uma média de 13,9 registros por dia. Em janeiro foram formalizadas 413 queixas de roubos nas delegacias da cidade, sendo a maior parte da Zona Sul da cidade, 117 registros, seguido da Zona Norte, com 95, Centro, com 68, e Região Oceânica, com 58. Na cidade de Maricá, que está inserida na chamada Grande Niterói, 75 registros de roubos a transeuntes foram formalizados.

Em fevereiro, a cidade apresentou 394 registros, redução de 19 casos. Foram 114 registros na Zona Sul, 91 na Zona Norte, além de igualdade na Região Oceânica e Centro, 67 registros, e Maricá 55. Os crimes de estupros aumentaram na cidade no intervalo de dois meses. Em janeiro a totalização foi de 15 registros de ataques, enquanto no mês seguinte (fevereiro), o número de casos elevou para 29 registros. Outra elevação também registrada foi no número de homicídios dolosos (com intenção de matar), com 13 registros em janeiro passando para 22 em fevereiro. O maior número de ocorrências, na soma dos dois meses foi em Maricá, com 14 casos (6 em janeiro e 8 em fevereiro).

Após registrar uma redução no fim do ano passado, a incidência de roubo de veículos na cidade voltou a crescer no início desse ano, constituindo-se num dos maiores desafios para as forças de segurança na cidade. Em janeiro, os registros chegaram a 195 casos e em fevereiro passaram para 202. Somente a Zona Norte de Niterói respondeu por 154 casos nessa modalidade de crime, uma média de 2,6 registros por dia.

Comerciantes também sofrem com a criminalidade
Outra alta foi notada no que se refere ao roubo de estabelecimentos comerciais, passando de 35 casos, em janeiro, para 42 registros em fevereiro, uma preocupação a mais para representantes do setor. “A CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) está preocupada com isso e cobrou ao Conselho Comunitário de Segurança para focarmos a questão do comércio. A atividade é uma das mais representativas na economia do município. Estamos nos organizando para promovermos ações integradas na cidade, com a participação da PM, da Polícia Civil, e agentes do Programa Presente em vários pontos da cidade. Estamos recebendo diversas reclamações do setor, sobretudo de assaltos e arrombamentos, sendo que esse último caso com incidência no período noturno. Estamos atuando em duas frentes, já que nos casos de arrombamentos a maior parte seria atribuído a dependentes químicos. Vamos também aumentar as ações de controle na região onde está situado o polo gastronômico, na Zona Sul. Temos que nos precaver com operações sobretudo no Centro e Icaraí, entre outros bairros. Também pedimos para a população (no caso os comerciantes) que não lancem mão de soluções alternativas, como o uso de seguranças sem qualificação. O fator violência é mais um agravante para o setor, que já sofre com a crise econômica”, declarou o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Niterói, Leandro Santiago.

Nos transportes coletivos, os números do ISP também sinalizaram para alta, com 22 registros em janeiro, passando para 24 em fevereiro. Duas tendências de queda foram notadas no número de roubos a celulares, passando de 79 para 71, e ainda roubo de cargas, de 22 registros caindo para 18.

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