Niterói recebe projeto de pesca artesanal da Petrobras

Wellington Serrano –

Os pescadores de Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, receberam na tarde desta segunda-feira (09), na Colonia Z-7, engenheiros e técnicos da Print, que presta serviços para a Petrobras no projeto que vai culminar com as ações de compensação para as comunidades pesqueiras inseridas no Plano de Compensação da Atividade Pesqueira (PCAP) da estatal. A categoria quer o reparo em suas embarcações, motores e petrechos.
A medida de compensação às comunidades pesqueiras temporariamente impactadas pela fase de instalação do Gasoduto Rota 3 faz parte de exigência conduzida pelo Ibama e do licenciamento ambiental.

A presidente da Colônia Z-7, Lidiane Vieira, comemorou os rumos das negociações. “Pelo jeito vai sair, estamos acreditando, pois em mais de 50 anos de nossa atuação no pescado nunca vimos nada referente à compensação na exploração do petróleo em nossas águas. Graças a uma série de reuniões públicas, que garantiram a formação de uma comissão de pescadores, apresentamos o nosso projeto, que visa à reforma de embarcações, motores e petrechos de pesca e agora vamos torcer para que tudo dê certo”, realçou.

Segunda ela, a Print deu o primeiro passo e apresentou o formulário para ser feito o cadastro dos pescadores. “Daí teremos uma noção de quantas embarcações existem na Praia de Itaipu e quantos ainda atuam”, disse.

Lidiane ressaltou que essa será a hora da categoria dar a volta por cima. “Tem pescador que não tem o barco em boas condições, o motor está em péssimas condições, assim como seus petrechos de pesca. Com esse projeto teremos de volta as melhores condições de buscar o pescado”, afirmou.

Segundo os técnicos da empresa terceirizada, no dia 18 de outubro serão feitos os levantamentos de dados das embarcações e dos pescadores.
O pescador Jairo Augusto Silva falou sobre a expectativa da categoria. “É boa. Toda organização da Petrobras, através da consolidação dos contratos que ainda serão aprovados pelo Ibama, nos dá a esperança de dias melhores”, comemorou.

PROJETO
O projeto Rota 3 tem como objetivo ampliar o escoamento de gás natural dos projetos em operação na área do pré-sal da Bacia de Santos. O gasoduto possui aproximadamente 355km de extensão total, sendo 307km referentes ao trecho marítimo e 48km referentes ao trecho terrestre, e escoará gás natural do Polo Pré-Sal da Bacia de Santos até o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. A vazão de escoamento do gasoduto será de aproximadamente 18 milhões de metros cúbicos por dia.

Apesar de Niterói não estar no caminho do gasoduto, a estatal anuncia que se trata de uma compensação ambiental para a classe que, devido à exploração do petróleo, vem sofrendo no decorrer dos anos com a queda na produção do pescado. A chegada do gasoduto à costa, segundo a estatal, ocorrerá no primeiro trimestre em 2018, em Maricá (RJ), na praia de Jaconé.

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