MP realiza operação contra milícia em Itaboraí

O Ministério Público do Rio (MPRJ), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), realizou na manhã de ontem, com objetivo de prender três milicianos ligados ao tráfico de drogas, em Marambaia, Itaboraí. Integraram também a ação, policiais militares do 35º BPM (Itaboraí) e agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, e Itaboraí (DHNSG). Foram cumpridos Mandados de Busca e Apreensão e de Prisão Temporária. Um dos acusados foi identificado como Danilo Rodrigues Souza. Na ação foram apreendidos telefones e notebooks.

De acordo com as investigações da 71ª DP (Itaboraí), os denunciados têm envolvimento com associação criminosa, e os indícios apontaram para formação de milícia privada, ligada ao tráfico de drogas. Estariam se utilizando de seu poderio armado para extorquir empresas locais, ligadas a prestação de serviços de internet, e outros comerciantes locais, mediante exigência de percentual de seus faturamentos mensais. Segundo as vítimas do bando, em maio deste ano, cinco indivíduos armados invadiram escritórios de empresas e exigiram 50% do faturamento mensal. Ainda de acordo com as testemunhas, os criminosos afirmaram ser integrantes da facção Comando Vermelho (CV) e disseram que estavam “alinhados com juízes, policiais e outras autoridades”. Dois deles afirmaram ser policiais militares.

Como forma de coagir as vítimas, os bandidos voltaram ao estabelecimento outras três vezes, fazendo exigências diversas. Não bastasse isso, eles coagiram as vítimas a criar um grupo de bate-papo no aplicativo WhatsApp, para manter contato com os demais integrantes do bando. “Analisando a conduta dos criminosos, vislumbra-se elevado grau de organização, já que eles possuíam informações prévias acerca do funcionamento da empresa. Tanto é assim que os bandidos exigiram que os sócios criassem uma nova sociedade empresária, inserindo os criminosos no quadro societário”, segundo a denúncia. As penas previstas para os crimes de extorsão e associação criminosa podem chegar a 12 anos de reclusão.

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