Mar trouxe aeronave de volta em Itacoatiara

Augusto Aguiar –

Destroços do helicóptero que caiu na noite de quarta-feira (12) passada no mar de Itacoatiara, na Região Oceânica de Niterói, foram parar nesta terça-feira (18) na beira da praia, junto ao Costão, por conta da força da maré e agitação da correnteza. No acidente morreu o primo da ex-governadora Rosinha Garotinho, o oficial da reserva do Corpo de Bombeiros, Fábio Pestana de Barros, que ficou preso ao cinto de segurança da aeronave e se afogou. Outro oficial da reserva, Paulo Roberto de Andrade Costa, conseguiu escapar nadando até a praia.

A aeronave que deveria ter sido retirada do mar na quinta-feira pela empresa responsável, mas a forte ressaca no mar e as condições climáticas na Região Oceânica impediram a realização da operação de resgate. Assim que foram informados que os destroços da aeronave haviam sido arrastados pela maré até a beira da praia, técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do Corpo de Bombeiros foram para o local com objetivo de tomarem as providências necessárias. Havia uma informação sobre possível vazamento de combustível no mar, hipótese que foi descartada pelas autoridades. “Os destroços serão levados para uma base na Ilha do Governador, no Rio, e não há um prazo definido para liberação de um laudo técnico sobre as causas do acidente”, resumiu o capitão Érick, do Seripa III.

“Estamos mantendo contato com o proprietário da aeronave e, pelo menos a princípio, não houve nenhum dano na água do mar. Esse tipo de aeronave é equipada com um sistema de trava, que evita o vazamento de combustível (no caso querosene), apesar do cheiro. Achamos que não houve dano ao meio ambiente, mar ou areia. Pelo tempo, já foi tudo dissipado. Desde o dia do acidente, o Inea passou a acompanhar os fatos, mas enquanto o helicóptero estava no mar, a jurisdição para atuação era da Capitania dos Portos. Como os destroços chegaram a costa, a atribuição passou a ser do Inea”, explicaram Moacir Dutra e Ubiratan Amorin, respectivamente técnico e engenheiro do Serviço de Emergência do Inea, ligados à ocorrência do acidente.

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