Luta pelo Grupo Especial começa nesta sexta

Raquel Morais –

Caberá à Série A abrir a maratona de desfiles na Marquês de Sapucaí na noite desta sexta-feira (09). O grupo conta com três representantes de Niterói: Sossego, Cubango e Viradouro. Com sede em São Gonçalo, a Unidos do Porto da Pedra completa o time das agremiações que atravessam a Baía de Guanabara em busca do sonho de conquistar o título, e chegar à “elite” do carnaval carioca. A tarefa não é simples: ao todo, 13 agremiações se enfrentam, sendo que mais da metade delas já esteve no Grupo Especial.

Terceira escola a desfilar na noite de hoje, a Acadêmicos do Sossego vem com o enredo “Ritualis”. Um dos destaques da azul-e-branca do Largo da Batalha é o samba, uma composição inteiramente sem verbo. A inovação vem da parceria de compositores liderada por Felipe Filósofo, que já haviam “ousado” nos anos anteriores com o samba sem rima (2016) e o samba em forma de diálogo (2017). Outro ponto alto da azul e branco é a combinação harmônica entre a bateria, comandada por Mestre Átila e a força do canto de um dos veteranos da Sapucaí: o intérprete Nêgo.

A escola do Largo da Batalha vem com 19 alas e 1.800 componentes. O abre-alas, batizado de “O Santuário da Vida”, terá 22 pessoas, o segundo foi batizado como “Rituais Bruxólicos” e o terceiro “Brasil com mais Tolerância”. O carnavalesco Petterson Alves disse que está ansioso com a proximidade do desfile. “Sou estreante e como todo profissional estou ansioso. Mesmo com o orçamento baixo e crise nacional a comunidade do Largo da Batalha está afiadíssima com o samba na ponta da língua e confiantes que permanecerão no grupo”, comentou.

Logo em seguida, será a vez da Unidos do Porto da Pedra se apresentar na Sapucaí, com o enredo: “Rainhas do Rádio – Nas ondas da emoção, o Tigre coroa as Divas da canção!”. Num ano em que vive dificuldades devido ao corte do apoio financeiro por parte da prefeitura de São Gonçalo, a agremiação aposta no canto e na alegria da sua comunidade. Um fato curioso é que o carnavalesco Jaime Cezário – que assina o enredo este ano – está mantendo até o último momento em segredo os protótipos (desenhos) das fantasias de alas, buscando guardar surpresas para a avenida.

O “Tigre”, símbolo maior da escola, vem no abre-alas com efeitos especiais e em movimento, e promete sacudir a galera. Outra atração será a cantora Ellen de Lima, que vai desfilar no último carro, como destaque principal, ao lado de Cesar Gomes, diretor da Rádio Nacional.

Cerca de 2 mil componentes vão fazer a festa do Tigre, divididos em 22 alas e quatro carros. O destaque será o abre alas “Glamour da cidade do Rio de Janeiro”, com 23 metros de comprimento, a segunda alegoria foi nomeada “Homenagem a Rádio Nacional”, a terceiro “O concurso da rainha do rádio” e encerrando o desfile na avenida o “Baile do Rádio”.

O carnavalesco Jaime Cezário comentou que ontem foi o dia dos últimos reparos no barracão. “Estamos com expectativa positiva e só vou ficar totalmente feliz quando tudo der certo. É um trabalho de muitos meses que tem que dar certo em algumas horas”, pontuou.

Desfile
A Unidos de Bangu será a primeira escola a cruzar a avenida do samba na noite de hoje, com o enredo “A Travessia da Calunga Grande e a Nobreza Negra no Brasil”, desenvolvido pelo carnavalesco Cid Carvalho, contando os segredos das tribos africanas. Já a Império da Tijuca será a segunda agremiação a tentar o título com o enredo “Olubajé: Um Banquete para o Rei”, desenvolvido pelos carnavalescos Jorge Caribé e Sandro Gomes, retratando a África e a força da natureza e dos Orixás. A Acadêmicos do Sossego será a terceira seguida da Unidos do Porto da Pedra e da Renascer de Jacarepaguá que defenderá o enredo “De Flechas e de Lobos”, uma homenagem à Amazônia de Heitor Villa-Lobos e desenvolvido pelos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel. Encerrando a sexta-feira de carnaval a Estácio de Sá leva para a Marquês do Sapucaí o enredo “No Pregão da Folia sou Comerciante da Alegria e com a Estácio bota banca na Avenida”, desenvolvida pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, brincando com os mercados populares e venda de quinquilharias.

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