Licitação para nova administradora de catamarãs não sai

Raquel Morais –

Nesta quinta-feira (15), às 13 horas, uma reunião da Comissão de Representação da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) pretende levantar em que pé está o processo de licitação do transporte aquaviário no Estado. A comissão especial vai discutir a mudança da empresa que vai administrar os catamarãs após a CCR Barcas divulgar que vai devolver a concessão do serviço para o Governo do Estado. A Secretaria de Estado de Transportes (Setrans) informou que o processo licitatório já está em andamento.

A Setrans acrescentou que após ser analisado pela Assessoria Jurídica da pasta, o processo referente à licitação foi encaminhado para o parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Após o retorno do documento e o atendimento às possíveis considerações formuladas pela PGE, a licitação será submetida ao governador para aprovação e lançamento.

O deputado Waldeck Carneiro (PT) participará do encontro dessa semana e frisou que em toda discussão são propostas uma série de ajustes, mudanças e negociações sobre o transporte aquaviário. “A licitação não deveria acontecer antes que a Alerj decida o destino desses projetos. Queremos que esses projetos sejam colocados em discussão. É preciso colocar em votação, ouvir população e discutir amplamente o assunto. O Rio de Janeiro vem errando muito no setor aquaviário, por exemplo, é um absurdo não ter a linha São Gonçalo-Praça XV”, comentou. O parlamentar frisou que desde 1998 esse assunto é discutido e nunca foi colocado em prática.

Em julho do ano passado, em uma reunião da mesma comissão especial foi divulgado que a empresa que vencer a licitação deverá apresentar, no prazo de um ano a contar da assinatura do contrato, um estudo sobre a implantação de três novas linhas. Os trajetos ligariam a Praça XV a São Gonçalo, Caxias e aos aeroportos Santos Dumont e Galeão.

A primeira vez que a CCR Barcas tentou devolver a concessão foi em outubro de 2015, com justificativa de ter mais de R$ 110 milhões em prejuízos, além de multas. Depois a concessionária desistiu. No ano passado a empresa alegou que o prejuízo chegava aos R$ 800 milhões. A CCR é sócia da Barcas S/A desde abril de 2012 e tem contrato de concessão até 2023. Questionada sobre o assunto e em quanto estaria esse prejuízo a concessionária não se manifestou até o fechamento dessa edição.

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