Itens da cesta básica variam até 59%

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos feita pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontou variações importantes nos preços de alguns itens. Banana, tomate e arroz tiveram a maior queda na análise mensal do departamento, com -4,75%, -4,73% e -1,64%, respectivamente. Apesar das chuvas que castigaram a Região Serrana nos últimos dias, comerciantes não confirmaram aumento nos preços das hortaliças, como alface e couve, por exemplo, que estão sendo vendidas por preços médios de R$ 2. O chuchu pode ser encontrado por R$ 0,50 o quilo, o que reflete uma boa safra.

Ainda na variação mensal, o leite, açúcar e café tiveram alta de 2,64%, 1,84% e 0,54%, respectivamente. Já na análise anual, as mudanças nos preços foram mais expressivas, com açúcar tendo queda de 23,48%, seguido do feijão (-20,81%) e óleo (-19,74%). Já o aumento nos valores mais expressivos, segundo a pesquisa, foram no quilo do tomate, com alta de 59,06%, da batata (28,32%) e da manteiga (19,65%).

Em supermercados e feiras do Fonseca, na zona norte de Niterói, o quilo do açúcar foi encontrado por R$ 2,19, da banana prata por R$ 3,99, da batata por R$ 2,89 e do tomate por R$ 5,39. O feijão foi encontrado por R$ 3,95 (quilo), o óleo por R$ 4,99 (garrafa) e o leite em pó por R$ 8,85 (pacote de 400 gramas).

Em nota, o Dieese informou que a cesta básica mais cara é a do Rio de Janeiro (R$ 438,36), seguida por São Paulo (R$ 437,33), Porto Alegre (R$ 434,50) e Florianópolis (R$ 425,05). Os menores valores médios foram observados em Salvador (R$ 336,59) e Aracaju (R$ 341,59). Em 12 meses, entre fevereiro de 2017 e o mesmo mês de 2018, os preços médios da cesta caíram em 13 cidades. Merecem destaque as reduções observadas em Manaus (-4,90%), Goiânia (-4,25%) e Belém (-4,10%). As altas foram registradas em sete cidades e as mais expressivas ocorreram em Recife (3,49%) e Rio de Janeiro (3,25%). Nos dois primeiros meses de 2018, todas as cidades apresentaram taxa positiva. As maiores foram observadas em Fortaleza (7,63%), Brasília (7,61%) e João Pessoa (7,47%) e as menores em Aracaju (0,46%) e Goiânia (0,96%).

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