Greve dos Correios não afetou agências em Niterói

A greve nacional dos Correios não chegou em Niterói. A categoria cruzou os braços às 22h do último domingo (11) contra uma série de mudanças propostas pela empresa, entre elas sobre o plano de saúde dos trabalhadores. A paralisação não tem data para terminar e a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect) pontuou as questões que envolvem a greve.

Em Niterói, agências e centros de distribuições funcionaram normalmente ontem. Funcionários que não quiseram se identificar disseram que o município não aderiu à greve. A Fentect informou em nota que a mobilização nacional, aprovada em assembleias dos sindicatos filiados à entidade, é contra as alterações no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); a terceirização na área de tratamento; a privatização da estatal; suspensão das férias dos trabalhadores, como em 2017; extinção do diferencial de mercado; descumprimento da cláusula 28 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que trata da assistência médica da categoria, e contra a redução do salário da área administrativa.

Um dos problemas mais graves ressaltados pela categoria é em relação as mudanças nos planos de saúde, que, além de ter valores alterados, ainda prevê retirada dos dependentes. Os Correios informaram que a greve é um direito do trabalhador. No entanto, um movimento dessa natureza, neste momento, serve apenas para agravar mais a situação delicada pela qual passam os Correios e afeta não apenas a empresa, mas também os próprios empregados. “Esclarecemos à sociedade que o plano de saúde (…) foi discutido exaustivamente com as representações dos trabalhadores, tanto no âmbito administrativo quanto em mediação pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST)”.

A nota diz ainda que, após diversas tentativas de acordo sem sucesso, a forma de custeio do plano de saúde dos Correios segue, agora, para julgamento pelo TST. A empresa aguarda uma decisão conclusiva por parte daquele tribunal para tomar as medidas necessárias, mas ressaltou que já não consegue sustentar as condições do plano, concedidas no auge do monopólio, quando os Correios tinham capacidade financeira para arcar com esses custos.

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