Fuzis da PM falham por falta de peças e manutenção

De acordo com fontes policiais, são cada vez mais comuns casos de falhas e acidentes envolvendo armas utilizadas pela polícia, entre as quais fuzis, que travam ou explodem durante o uso em confrontos. Em dezembro de 2017, por exemplo, um policial militar ficou ferido durante uma operação seguida de confronto, em São Gonçalo, quando o fuzil que o PM portava explodiu. Segundo levantamento, pelo menos nove fuzis apresentaram travamento e explosões no momento do manuseio e foram encaminhados para o Centro de Criminalística da Polícia Militar. No último dia 12, um fuzil defeituoso explodiu deixando um policial militar ferido na mão e no rosto, durante um tiroteio no complexo da Pedreira, na Zona Norte do Rio. O fuzil apresentou problemas quando o policial trocava tiros com traficantes. A vítima, com escoriações, foi medicado e liberado.

Para ajudar a superar o problema, o Gabinete de Intervenção Federal doou 500 fuzis, calibre 556, para a corporação em outubro. As unidades foram distribuídas para batalhões da capital e da Região Metropolitana que mais apresentam confrontos. Entre as unidades que receberam novas unidades está o BPM de São Gonçalo. Outras 200 carabinas, calibre 12, foram destinadas para a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A doação é parte do Plano Estratégico da Intervenção. A aquisição do armamento, de acordo com o interventor federal, general Braga Netto, se alinha ao plano de recuperar a capacidade operacional dos órgãos de segurança pública. Apesar dos ganhos materiais, Braga Netto acredita que a principal experiência da intervenção foi a integração entre as forças.

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