Engenheiro José Chacon morre aos 69 anos em Brasília

O engenheiro eletricista José Chacon de Assis faleceu ontem (03) à noite em Brasília, vítima de atropelamento, enquanto corria. . Ele tinha completado 69 anos no último dia 3 de janeiro e deixa esposa, quatro filhos e dois netos. Ele era desde janeiro deste ano conselheiro do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). O presidente da entidade, Joel Krüger, decretou luto oficial de 3 dias e em nome de todos os conselheiros, manifestou seu pesar pela morte do amigo.

“Um profissional extremamente ativo, com longa história e contribuição para engenharia brasileira e para nosso Sistema Profissional. Estamos todos absolutamente consternados com essa triste notícia”, lamentou.

O coordenador do Colégio de Presidentes, engenheiro agrônomo Francisco Almeida, em nome dos presidentes dos Creas também manifestou seu pesar.

“Estamos absolutamente chocados com o ocorrido, já que ontem ele esteve conosco durante todo o dia, participando da sessão plenária. Que Deus conforte a todos os seus familiares e amigos neste momento tão difícil”, afirmou.

O velório e sepultamento serão realizados em Niterói, em data e horário que ainda serão confirmados.

Vida Profissional

Chacon atuava em questões sociais e ambientais há mais de 40 anos. Entre 1968 e 1969 foi presidente do Diretório Acadêmico Otávio Catanhede (Daoc) da Escola de Engenharia da UFF . Como engenheiro, trabalhou na Light, na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Centrais Elétricas do Sul do Brasil (Eletrosul), Amazônia Mineração (Amza), Alumínio Brasileiro S.A. (Albras), Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, Bahia Sul – Celulose e Papel, Cenibra – Celulose Nipo-Brasileira S.A., Companhia de Cervejaria, onde desempenhou funções de coordenação, gerenciamento de empreendimentos, planejamento, orçamentação e controle de obras. Nos últimos anos atuava como profissional liberal na área de perícias e avaliações, em especial na área ambiental. Desde 2012, ocupava o cargo de vice-presidente do Ibec – Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos. Foi também coordenador nacional do Movimento da Cidadania Pelas Águas.

Chacon tinha assumido o mandato de conselheiro federal em 1º de janeiro de 2018. Foi diretor e conselheiro do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ) de 1994 a 1997 e elegeu-se Presidente do Crea-RJ em 1997, com mandato até 1999. Foi reeleito com segundo mandato até dezembro de 2002. Presidiu a Federação das Associações de Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro. Foi também conselheiro do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro em diversos mandatos. Foi diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Rio de Janeiro de 1980 a 1988, diretor e presidente da Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos. Em seu atual mandato no Confea, era membro da Comissão de Articulação Institucional do Sistema (Cais), representante do Plenário no Conselho de Comunicação e Marketing (CCM) e coordenador da Comissão Temática de Estudos Socioambientais. Em sua atuação no Plenário do Federal destacou-se pela Defesa da Eletrobrás, aprovada por unanimidade em Plenário.

Atuação Política 

Chacon foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e participou da luta pela anistia, pelas Diretas Já e por uma Nova Constituição para nosso país, tendo ajudado a escrever o capítulo relacionado a meio ambiente da constituição do Estado do Rio de Janeiro. Desenvolveu, entre inúmeras outras, a campanha pelo tratamento dos esgotos sanitários, a Campanha Amar o Mar, da coordenação dos trabalhos sobre a Lei Orgânica de Niterói e da elaboração do Plano Diretor de Niterói e de São Gonçalo. Lutou contra o roubo de areia em Itaipuaçu. Esteve à frente da campanha pela criação e implantação do Parque Estadual da Serra da Tiririca e pela criação e implantação do Parque Municipal da Serra Grande.

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