Diretoria do Vasco tenta coibir hostilidade de torcedores

Jogadores sendo ameaçados na saída do clube, carros sendo interceptados e fogos atirados do lado de fora do Centro de Treinamento do Almirante, em Vargem Pequena, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Está é a realidade do Vasco após a derrota de 1 a 0 para o Vitória, na Bahia, a quarta consecutiva no Campeonato Brasileiro, onde o Cruz-Maltino aparece colado na zona de rebaixamento e fora dela apenas por conta de critérios de desempate.

Diante deste cenário, a diretoria estuda medidas para evitar que algo de mais grave aconteça. Na manhã de ontem membros da diretoria se reuniram para tratar de alguns posicionamentos. As imagens do zagueiro Luiz Gustavo sendo obrigado a parar o carro, abrir a janela e ouvir ameaças de torcedores viralizou nas redes sociais, causando preocupação. O auxiliar Valdir Bigode chegou a conversar com os torcedores na saída do CT.

Vários torcedores estão ameaçando agredir os torcedores caso o Vasco não vença o clássico contra o Flamengo no próximo sábado, às 19h (de Brasília), no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Por isso a logística do retorno ao Rio de Janeiro está sendo analisada e deve sofrer alterações.

A ida, em conjunto com a delegação do Flamengo, na sexta-feira, em voo fretado, não deve ser alterada por conta dos possíveis prejuízos financeiros causados pelas modificações. Mas um forte esquema de segurança foi montado, a Polícia Militar foi avisada, assim como o próprio clube rubro-negro.

Dentro de campo o elenco voltou a trabalhar ontem, mais uma vez em uma atividade fechada para a imprensa. Nas últimas atividades da semana o técnico Alberto Valentim vai definir o time que pretende utilizar no clássico. Ele não vai poder contar com o lateral-direito Yago Pikachu. O jogador, que vem atuando de maneira improvisada no meio-de-campo, foi expulso contra o Vitória e cumpre suspensão, assim como o volante argentino Leandro Desábato, advertido com o terceiro cartão amarelo na mesma partida.

Outro problema é a ausência do meia Wágner, que teve seu contrato rescindido de forma unilateral na Justiça por conta de atrasos salariais e no pagamento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O Vasco vai tentar recorrer da decisão.

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