Descontos para o chocolate movimentam o comércio

Raquel Morais

A Páscoa já passou, mas ainda tem coelhinho que vai visitar a casa de alguns niteroienses nessa semana. Em busca de economia muitas pessoas deixaram para presentear após o período festivo. A economia pode variar de 10% até 56%, segundo dados da Câmara de Dirigentes Lojistas de Niterói (CDL-Niterói) e do Serasa. Apesar da economia as vendas na cidade apresentaram aumento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Já em todo o Brasil a alta foi de 0,93%, segundo levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Segundo o vice-presidente da CDL Niterói, Luiz Vieira, os comerciantes comemoraram a alta nas vendas. “As sobras de produtos específicos vão entrar em promoção nessa última semana com descontos que vão variar de 10% a 30%”, explicou. Pode-se encontrar ovos de chocolate de R$ 34,99 por R$ 19,99; de R$ 59,99 por R$ 39,99 assim como barras de chocolate, cujos preços caíram de R$ 5,99 para R$ 3,99. Para a dona de casa Isabela Barbosa, de 34 anos, driblar as crianças em casa foi mais fácil, e a procura pelos ovos de Páscoa será ao longo dessa semana. “Meus filhos são pequenos e não têm noção de data. Sou mãe de gêmeos e comprar ovo de Páscoa para dois fica pesado. Meu marido é funcionário estadual e estamos passando pelo problema do atraso dos salários, então optamos por esperar para fazer as compras”, comentou a moradora do Centro de Niterói.

O educador financeiro Rogério Braga explicou que ‘o cenário econômico desfavorável, com desemprego em alta e baixa expectativa de vendas, nada melhor do que se planejar para aproveitar as melhores oportunidades oferecidas pelo comércio’. “Quem deixou as compras para depois da Páscoa tende a encontrar oportunidades ainda melhores. A expectativa é de redução de até 56% sobre os preços originais, de acordo com o Serasa. Caso convencer os filhos não seja tarefa fácil, procure explicar que ter o ovo de Páscoa após o feriado significa ter um acréscimo na poupança e, consequentemente, o adiantamento da conquista dos sonhos da família. Afinal, quando os sonhos estão em primeiro lugar, tanto na mente quanto no orçamento, o consumo imediatista perde a força”, apontou o membro da organização DSOP Educação Financeira.

VENDAS DO SETOR
Segundo dados do SPC Brasil e da CNDL o crescimento de 0,93% no período, trata-se da primeira alta observada na data desde o ano de 2014, quando o crescimento fora de 2,55%. Em 2015, houve uma queda de 4,93%, posteriormente aprofundada para -16,81% em 2016, divulgou a nota.

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