Conselho alerta para os riscos do uso indevido do fone de ouvido

Wellington Serrano –

O Conselho Federal de Fonoaudiologia (CFFa) alerta que o uso do fone de ouvido em um volume muito alto pode levar a uma perda irreversível da audição. A presidente do órgão, Thelma Costa, orienta que os pais e responsáveis pelos jovens monitorem constantemente o volume no qual os jovens colocam música quando utilizando os fones.

De acordo com a presidente, se a um metro de distância for dado para escutar o que uma pessoa está ouvindo no fone, o ouvinte poderá ter perda de audição. Ela orienta que a pessoa diminua o volume.

Um projeto de lei tramita no Congresso Nacional para manter o controle desse equipamento para que tenham um máximo de volume, porém não foi aprovado. Segundo Thelma, as perdas da audição causadas por ruído estão aumentando entre a população, tanto por ruído industrial, quanto por equipamentos de som. Ela cita como exemplo o caso dos músicos, lembrando que existem protetores auditivos que selecionam o som.
Para o otorrinolaringologista Eduardo Machado, a falta de controle no Brasil do tempo e da intensidade do fone de ouvido em um volume muito alto pode levar a um trauma acústico. “Que é a perda irreversível da audição, com sequelas nos tímpanos e zumbido. Os jovens, que são os principais atingidos, devem ser conscientizados através desta importante campanha”, frisou.

Caso do estudante Rafael Malbergier, de 17 anos. Ele disse que, após ser alertado, ficou preocupado. “Nós jovens não sabemos como nos cuidar, principalmente na alimentação. Mas, diante dessa informação vou procurar baixar o volume”, falou.

Mesma opinião da ajudante geral Iara da Silva, de 34 anos. Ela, que estava de fone de ouvido descansando o almoço na praça, afirmou que a música alta é uma das poucas coisas que gosta de fazer para relaxar. “Gosto de ficar de boa ouvindo um bom som para descontrair, mas não quero me prejudicar, por isso, vou baixar o volume”, afirmou.

O tema é tão importante que balizou a redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, com o título “Desafios para a Formação Educacional de Surdos no Brasil”. Versava sobre a inclusão, que deveria ser debatida constantemente por todos. O otorrinolaringologista Eduardo Machado falou ainda sobre os desafios que existem e sobre o preconceito presente na sociedade com relação a essa e outras deficiências.
“A inclusão do surdo é mais difícil do que a do cego. Sem ouvir direito a pessoa não consegue desenvolver a fala”, concluiu.

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