Como a criação com afeto mudou a história de um pai

Thiago Queiroz, fundador do blog Paizinho, vírgula!, lança seu primeiro livro, Abrace seu filho, pela editora Belas Letras. O autor cresceu com pouco convívio com o pai. Ao receber a notícia da gravidez da esposa, precisou encarar o medo e construir a sua paternidade sem ter tido uma referência dessa figura em sua vida. A saída que encontrou foi através da escrita: ele lançou o blog Paizinho, vírgula! – e criou uma das mais importantes redes sobre paternidade ativa na internet, oferecendo apoio e acolhimento a outros pais que buscam uma forma de se relacionar melhor com seus filhos.

Hoje, o pai do Dante e do Gael aventura-se pelo mundo dos livros e estreia com Abrace seu filho, publicado pela Editora Belas Letras, mostrando como a criação com afeto mudou a história de um pai – e como ela pode mudar a de outros também. Com textos curtos, geralmente relatando fatos do dia a dia da família, Abrace seu filho traz também histórias de outros pais e mães que contaram suas vivências para o autor ao longo dos encontros que ele faz em seu grupo de apoio e nos workshops que ministra pelo Brasil. São casos reais que mostram como é possível repensar a forma de enxergar a criação dos filhos.

O autor revela como ele tem feito para construir uma relação baseada na “criação com apego” e estabelecimento de vínculos. “O vínculo é uma cola invisível que une todas as pessoas que possuem alguma relação entre si, mas, antes de ter filhos, eu sempre achei que isso era algo com o que ninguém precisava se preocupar, e que pais e filhos teriam vínculos entre si pelo simples fato de serem pais e filhos”, conta.

Ele defende que“todas as vezes que você abraça seu filho, você se cura um pouco. Todas as vezes que você abraça seu filho, você é abraçado de volta”. Para ele, o abraço é algo muito poderoso, e não só pelo abraço em si, mas pelo contato que ele promove. “Foi com os meus filhos que eu notei a necessidade do toque afetivo e de como ele fortalecia meu vínculo com eles.”

Ao longo da obra, outras questões de criação também vêm à tona: como lidar com choro, sono, cobranças sociais, o que é a disciplina positiva, a importância do diálogo, de ouvir, de falar sobre sentimentos e acolher os sentimentos dos filhos. “Uma das maneiras mais poderosas de construir vínculo é através da empatia, quando nos colocamos no lugar dos nossos filhos e tentamos entender melhor o mundo deles, suas necessidades e sentimentos.”

Ainda debate sobre castigos, punições, palmadas, recompensas – táticas muito difundidas, mas que ele costuma evitar: “principalmente porque sei que elas mais afastam do que fortalecem os vínculos que estou construindo com os meus filhos”, explicou.

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