Chikungunya assusta moradores de São Gonçalo

Wellington Serrano –

O Boletim Semanal da Chikungunya, divulgado pela Prefeitura Municipal de São Gonçalo, através da Secretaria Municipal de Saúde, atestou a incidência do vírus nos bairros da cidade. Com mais de 1.170 casos notificados só no primeiro trimestre de 2018, o município apresentou aumento de 100% nas ocorrências em relação a todo o ano de 2017, que somou 530 notificações. Isso gera alerta quanto às perspectivas para um próximo período chuvoso.

Segundo a prefeitura, sobre a incidência de chikungunya, os bairros mais atingidos são Tenente Jardim, Engenho Pequeno, Zé Garoto e Venda da Cruz.

“O município não se encontra em surto da doença. Para ser surto é necessário que tenhamos 300 casos da doença para cada 100mil habitantes. Estamos com ‘somente’ 48 casos para cada 100 mil habitantes”, disse em nota.

No bairro do Rocha, a Rua Durval Nunes reúne grande parte dos moradores infectados com chikungunya. A TRIBUNA esteve no local e constatou famílias inteiras que têm ou tiveram a doença. Segundo o aposentado Oswaldino Oliveira, de 65 anos, a comunidade passa por uma onda de surtos epidêmicos e ninguém comunica nada as autoridades até a estabilização da doença por conta própria.

A dona de casa Thais Duarte, de 23 anos, disse que junto com a filha, de apenas seis meses, já foi afetada. “A febre da chikungunya é a pior coisa que tem. Muitas dores nas articulações e na pele também apareceram manchas. Aqui em casa estamos aprendendo a tratá-la com remédios próprios”, falou Thais.

Mesma opinião do estudante Neil Pereira de Oliveira, morador do número 31 da Rua Durval Nunes, que reclamou do assunto. “Junto com nossos vizinhos, aqui em casa está todo mundo doente e nenhuma autoridade faz nada”, lamentou.

Dados da Vigilância Ambiental do município mostram que 25% dos focos do mosquito são encontrados nas residências e que é necessário que a população não acumule objetos e plantas que possam ser criadouros. “Os agentes já realizam o trabalho de visitas domiciliares com o intuito de procurar focos do mosquito, já que a ameaça pode estar em qualquer espaço de casa onde tenha água limpa e em temperatura ambiente, ideal para se tornar criadouro de larvas do mosquito”, disse em nota a Secretaria de Saúde.

A Vigilância de Saúde do município afirmou que tem em atuação cinco carros fumacê, que circulam por bairros com alto número de notificações, com o intuito de combater o vetor. “Lembrando que o veneno só mata o mosquito adulto”, avisou o órgão, ao pedir que a população denuncie os casos através da Ouvidoria da Saúde, no número 0800 022 6806.

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