Bagueira nega acusações de compra de votos

Wellington Serrano –

Um dia após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) esclarecer que os vereadores Paulo Bagueira (SD) e Renatinho da Oficina (PTB) não foram objeto da investigação e sim mencionados na operação para prender traficantes, em Niterói, na última quarta-feira (08/08), o presidente da Câmara dos Vereadores veio a público para explicar a situação.

Em comunicado, Bagueira justificou sua ausência na sessão plenária e disse que não admiti que se faça correlação do seu nome com tráfico de drogas.

“Meu nome nunca foi envolvido em questões como essa. Minha vida demonstra isso. Meu saudoso pai era delegado de polícia. Eu sou policial civil aposentado. Eu estou, desde que nasci, ao lado da lei. Não me envolvo e nunca me envolvi com situações como essa. Tenho sete mandatos. Tenho 28 anos de vida pública”, afirmou.

Segundo ele, é inaceitável uma situação como essa.

“Nunca fui notificado. Nunca fui intimado para responder por essas questões que chegaram a nós através da imprensa”, explicou ao mostrar nota do próprio MP que esclarece que apenas foi mencionados por um investigado em interceptações telefônicas.

Bagueira destacou um trecho do que disse a Promotora Roberta La Place sobre o caso: “Nas escutas não vemos informações sobre eles ligados ao tráfico. Nas conversas, há informações de que haveria uma suposta compra de votos em dias anteriores à eleição de 2016”. O vereador esclareceu que a suposta compra de votos.

“Como pode, indago eu, que nunca tive uma acusação sequer de usar desse expediente ao longo meus mandatos, de em 2016. Fazer essa opção? Não se sustenta”, ressaltou.

Ele usou números para mostrar detalhes que não se sustentam.

“Na seção eleitoral onde se concentram os principais eleitores do Morro do Cavalão, que é a Escola Cizínio Soares. Tive ali 41 votos em 2016. Quase 50% a menos do que tive em 2012. Naquele ano foram 81 votos”, explicou.

Segundo Bagueira, o mesmo fato ocorreu em um outro local de votação que recebe eleitores da comunidade.

“No Colégio MV1 tive 30 votos! 42% a menos do que recebi há quatro anos. Em outra seção eleitoral, que é na Estação de Tratamento da Águas de Niterói. Em 2012, tive 18 votos. Em 2016 foram 22 votos. Encerro meus amigos, comunicando que já constituí advogado para me representar e ter acesso às denuncias que até agora só conheço pela imprensa. E posso garantir. A verdade se restabelecerá e a justiça será feita!”, concluiu na sua defesa.

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