Após uma semana fechada, policlínica reabre segunda, diz Prefeitura

Raquel Morais –

Ontem completou uma semana que a Policlínica Sylvio Picanço, no Centro de Niterói, está de portas fechadas. Um bilhete colado na porta principal da unidade de saúde, no início dessa semana, justificou o fechamento da unidade pelo prédio estar sem água. Porém, o abastecimento está normalizado e o problema seria, de acordo com nota da Prefeitura de Niterói, uma reforma da parte hidrossanitária. Enquanto a questão não é resolvida, os pacientes mais urgentes estão sendo encaminhados para outras unidades, as consultas estão sendo marcadas e os funcionários estão trabalhando administrativamente sem água. A prefeitura garantiu, ontem, que a unidade será reaberta à população na segunda-feira. Disse que ainda que pacientes com consultas remarcadas terão prioridade no atendimento.

A secretária municipal de Saúde de Niterói, Maria Célia Vasconcellos, explicou que foi iniciada uma reforma na parte hidráulica na unidade, que tem 10 andares, e os operários se depararam com um tipo de material conhecido como barbará, ou seja, feito de barro. “Para trocar essas conexões e os canos tivemos que mandar trocar tudo. O prédio é muito antigo, então está sendo feito um trabalho quase que de detetive, com muito cuidado e muita surpresa no meio do caminho”, comentou.

A aposentada Elisabeth Machado, de 70 anos, faz tratamento de acupuntura no posto de saúde, lamentou a viagem perdida na quarta-feira passada.

“Eu tenho artrose e faço a acupuntura para diminuir as dores que sinto nos braços e pernas. Na semana passada fui informada que a bomba de água estava queimada, mas mesmo assim eu fui atendida. Mas agora perdi viagem e vou ficar uma semana sem a terapia e isso é muito ruim pois eu sinto muitas dores”, comentou.

Ao contrário da aposentada, a dona de casa Neuza Caldas, de 70 anos, esteve na unidade para pegar o resultado de um exame e conseguiu o documento.

“Temos que ser justos e eu fui bem atendida e consegui pegar os papéis da minha mamografia. Mas fico imaginando as pessoas que estão com consultas marcadas e agora vão ter que esperar ainda mais para as novas datas. O processo de marcação é muito demorado e eu mesma fiquei quase três meses esperando para fazer o exame”, pontuou.

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