Ana Clara Tito expõe na Sala José Cândido de Carvalho

A artista Ana Clara Tito abre a exposição “Duas Ilhas”, com curadoria de Desirée Monjardim, no dia 11 de setembro, terça-feira, às 19h, na Sala José Cândido de Carvalho. São obras que unem fotografia e escultura/ instalação, apresentando a imagem do mundo e o mundo em si, em sua tridimensionalidade. As fotografias apresentam principalmente imagens do feminino, em suas vivências e políticas.
 
Como diz Jean Carlos Azuos – Mestre em Processos Artísticos Contemporâneos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – sobre os trabalhos da artista: “Ana Clara Tito resgata símbolos, memórias e narrativas de seu passado na cidade de Bom Jardim e tece estas contaminações em seu tempo presente. Sua linguagem assume as reverberações das experiências e vivências de ser-estar no mundo e seus fluxos. A poética da artista transpassa o corpo e suas possibilidades estético-políticas, entre desvios para as margens de si no atual espaço-tempo, e forma amálgamas entre matéria, poesia visual e intimidade”.
 
As fotos-instalações apresentam contaminações plásticas que se desdobram em afirmações semânticas sobre o estar no mundo e em movimento, sobre memória, trauma e os fluxos entre o passado e presente. “Meus trabalhos mais recentes são frutos da apropriação dos objetos e de suas imagens — comportamento quase padrão da fotografia — e se apresentam como proposições momentâneas, sempre na iminência, e de certa forma na busca, de se tornarem outra coisa.”, explica a artista.
 
Ana Clara Tito, originalmente de Bom Jardim, RJ, é artista visual, graduada em Desenho Industrial pela Esdi-Uerj, tendo estudado artes visuais em 2014 durante intercâmbio na York University, em Toronto, CA.

Sua pesquisa aborda diferentes noções de identidade na contemporaneidade, suas formações e implicações. Atualmente, explora as relações entre fotografia, escultura e performance, a partir de diferentes processos construtivos, digitais e analógicos, da apropriação de objetos e imagens, contando também com trabalhos foto-performáticos. Em 2017, co-fundou o Ateliê Trovoa, espaço de produção artística voltado para mulheres negras e periféricas localizado na cidade de Niterói, RJ.

Em 2018, participou de exposições coletivas em diferentes centros culturais como o Galpão Bela Maré e o espaço Caixa Preta, e realizou sua primeira exposição individual no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica.

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